06 Fevereiro 2010

A acidificação e o futuro dos oceanos



A revista Oceanography, publicada pela Oceanography Society, publicou uma edição especial sobre acidificação dos oceanos. A edição "The Future of Ocean Biogeochemistry in a High-CO2 World" contém artigos de alguns dos mais importantes pesquisadores no assunto no mundo. Os artigos publicados nesta edição podem ser acessados gratuitamente.

Ocean Acidification: A Critical Emerging Problem for the Ocean Sciences (688 KB pdf)
By S.C. Doney, W.M. Balch, V.J. Fabry, and R.A. Feely

An Accounting of the Observed Increase in Oceanic and Atmospheric CO2 and an Outlook for the Future (1.2 MB pdf)
By P. Tans

Ocean Acidification: Present Conditions and Future Changes in a High-CO2 World (1.2 MB pdf)
By R.A. Feely, S.C. Doney, and S.R. Cooley

Observing Ocean Acidification from Space (1.2 MB pdf)
By D.K. Gledhill, R. Wanninkhof, and C.M. Eakin

Ocean Acidification in the California Current System (5.6 MB pdf)
By C. Hauri, N. Gruber, G.-K. Plattner, S. Alin, R.A. Feely, B. Hales, and P.A. Wheeler

Effect of Ocean Acidification on the Speciation of Metals in Seawater (900 KB pdf)
By F.J. Millero, R. Woosley, B. DiTrolio, and J. Waters

Ocean Acidification and the Increasing Transparency of the Ocean to Low-Frequency Sound (392 KB pdf)
By P.G. Brewer and K. Hester

Ocean Acidification in Deep Time (1.1 MB pdf)
By L.R. Kump, T.J. Bralower, and A. Ridgwell

Coral Reefs and Ocean Acidification (1 MB pdf)
By J.A. Kleypas and K.K. Yates

Why Corals Care About Ocean Acidification: Uncovering the Mechanism (688 KB pdf)
By A.L. Cohen and M. Holcomb

Nutrient Cycles and Marine Microbes in a CO2-Enriched Ocean (644 KB pdf)
By D.A. Hutchins, M.R. Mulholland, and F. Fu

Potential Interactions Among Ocean Acidification, Coccolithophores, and the Optical Properties of Seawater (648 KB pdf)
By W.M. Balch and P.E. Utgoff

Ocean Acidification at High Latitudes: The Bellweather (720 KB pdf)
By V.J. Fabry, J.B. McClintock, J.T. Mathis, and J.M. Grebmeier

Ocean Acidification’s Potential to Alter Global Marine Ecosystem Services (464 KB pdf)
By S.R. Cooley, H.L. Kite-Powell, and S.C. Doney

Research Priorities for Understanding Ocean Acidification: Summary From the Second Symposium on the Ocean in a High-CO2 World (420 KB pdf)
By J.C. Orr, K. Caldeira, V. Fabry, J.-P. Gattuso, P. Haugan, P. Lehodey, S. Pantoja, H.-O. Pörtner, U. Riebesell, T. Trull, E. Urban, M. Hood, and W. Broadgate

European Project on Ocean Acidification (EPOCA): Objectives, Products, and Scientific Highlights (1 MB pdf)
By J.-P. Gattuso, L. Hansson, and the EPOCA Consortium

25 Janeiro 2010

Brazilian Journal of Oceanography será totalmente eletrônico a partir de 2010


Publicado no Editorial do Brazilian Journal of Oceanography. Referência: VANIN, Ana Maria Setubal Pires. Editorial: BJO no século 21. Braz. j. oceanogr., São Paulo, v. 57, n. 4, Dec. 2009 . Available from . access on 25 Jan. 2010. doi: 10.1590/S1679-87592009000400001.
BJO no século 21

A partir de 2010 o Brazilian Journal of Oceanography passará a ser totalmente eletrônico. A impressão em papel cessará com o último número do volume 57, colocando o periódico definitivamente no século 21.

A divulgação eletrônica alcança continuamente público amplo e ávido por informação. Esse processo contribui para aumentar o impacto da pesquisa científica ao comunicar de forma rápida os resultados obtidos nos laboratórios. Em 2007 a entrada do Brazilian Journal of Oceanography (BJO) para o conjunto de revistas do portal SciELO contribuiu para dobrar seu índice de impacto medido já para o ano de 2008, passando de 0,23 (2007) para 0,48 (2008). Assim, o passo seguinte para ampliação da visibilidade foi transformar integralmente o processo de publicação do periódico para a forma de gerenciamento "on line", em consonância com os requisitos de nosso tempo. Desde a fase de submissão até a da publicação o autor terá informação sobre o andamento de seu manuscrito, podendo visualizar tudo com o clicar do "mouse". Ao invés de separatas os autores receberão o arquivo de seu trabalho em pdf, agilizando a distribuição e consequente divulgação.

O BJO trata da ciência oceanográfica de qualidade feita no Brasil e na América do Sul, sendo uma das 31 revistas brasileiras que têm agora seu fator de impacto calculado pelo ISI. Alcançar a excelência é nossa meta e para isso continuamos a apoiar a divulgação dos resultados que espelham boa parte do desenvolvimento científico que vem atingindo a ciência marinha em nosso continente. O BJO é uma revista com corpo editorial em todas as áreas da oceanografia, contando ainda com mais de uma centena de revisores brasileiros e estrangeiros, das mais diversas instituições de pesquisa e universidades.

Esperamos que essa medida incentive os pesquisadores a encaminhar seus bons trabalhos para publicação no Brazilian Journal of Oceanography, contribuindo para consolidar a ciência oceanográfica em nosso país e mostrá-la para o mundo.

Ana Maria Setubal Pires Vanin
Editora-Chefe

10 Janeiro 2010

VIII International Sponge Conference, Girona, 20-24 Setembro 2010

As inscrições para a conferência estão abertas no site

http://www.spongeconference2010.org

31 Dezembro 2009

XIV COLACMAR 2011 - Balneário Camboriú, Brasil

21 Dezembro 2009

Pequeno aumento do gás carbônico atmosférico pode ter efeitos drásticos no clima global

A maioria dos modelos climáticos considera apenas processos de curto prazo (como a formação de nuvens e gelo nos oceanos) na avaliação da sensibilidade da Terra aos gases do efeito estufa. Uma recente publicação na revista Nature Geoscience encontrou evidências que indicam que a resposta poderia ser maior se as condições limite mudarem drasticamente.

No início do Plioceno (três a cinco milhões de anos atrás) as temperaturas globais eram cerca de 3—4°C mais altas do que hoje em latitudes mais baixas, e até 10°C mais quente perto dos pólos. Simulações climáticas e reconstruções deste período geológico relativamente recente podem ajudar a limitar magnitudes realistas de aquecimento futuro. Sob os cenários de efeito de estufa comumente considerados atualmente, concentrações de dióxido de carbono atmosférico de 500—600 ppmv — aproximadamente o dobro do nível pré-industrial — seriam necessárias para produzir o clima do Plioceno. Escrevendo na revista Nature Geoscience, Pagani et al. e Lunt et al. sugerem que o início do Plioceno quente teve concentrações de dióxido de carbono muito mais baixas na atmosfera, o que teria implicações potencialmente devastadoras para o futuro a longo prazo do planeta.

17 Dezembro 2009

Guia de boas práticas para medições de CO2 nos oceanos

Fonte:http://cdiac.ornl.gov
Guia de boas práticas para medições de CO2 nos oceanos.

Este guia foi originalmente elaborado com a participação de uma equipe formada pela U.S. Department of Energy (DOE) para realizar o primeiro levantamento global de dióxido de carbono nos oceanos (DOE. 1994. Handbook of methods for the analysis of the various parameters of the carbon dioxide system in sea water; version 2, A.G. Dickson and C. Goyet, Eds. ORNL/CDIAC-74).

O manual foi atualizado várias vezes desde então, ea versão atual contém o mais as informações atualizadas sobre a química de CO2 na água do mar e sobre a metodologia de determinação dos parâmetros do sistema de carbono.

Esta revisão foi possível graças ao apoio do North Pacific Marine Science Organization (PICES), Scientific Committee on Ocean Research (SCOR), Intergovernmental Oceanographic Committee (IOC) e DOE através do Carbon Dioxide Information and Analysis Center (CDIAC).

Baixe gratuitamente o manual completo AQUI.

11 Dezembro 2009

Efeito da crise econômica de 2008-2009 sobre os preços de assinaturas de revistas científicas

Um estudo publicado pela AllenPress indica que o aumento do preço médio de revistas científicas em 2009 foi menor que no ano anterior. A média anual de aumento dos preços de assinaturas de revistas científicas publicadas nos EUA é de 7.4%, e o aumento do preço em 2008-2009 foi de 6.1%. Uma das razões indicadas por este estudo para esta redução foi a crise econômica de 2008-2009. Um outro estudo publicado pela University College London mostrou que a crise econômica de 2008-2009 afetou bibliotecas no mundo inteiro.

Aumento dos preços médios de revistas científicas publicadas nos EUA em áreas relacionadas à Oceanografia
Fonte: 2009 Study of Subscription Prices for Scholarly Society Journals

Disciplina
Preço Médio 2009
% Variação 08-09
% Variação 07-08
Agricultura
$286.00
14.40%
11.10%
Biologia
$472.07
8.80%
0.50%
Botanica
$225.67
9.00%
8.00%
Química
$2,021.00
7.60%
8.50%
Ciência Geral
$361.36
3.90%
5.70%
Geografia
$128.00
4.90%
5.20%
Geologia
$707.54
-16.30%
21.30%
Física
$276.00
-2.60%
10.20%
Tecnologia
$1,218.00
10.80%
-9.30%
Zoologia
$358.93
6.10%
14.30%

08 Dezembro 2009

Golfinhos ameaçados se refugiam na fronteira com o Uruguai

Fonte: Guacira Merlin para o Globo Reporter



[...] Na Região Sul, noventa botos nadam nas águas perto dos molhes que ligam a lagoa dos patos ao mar. Desde a década de 1970 eles despertam o interesse dos pesquisadores do Museu Oceanográfico de Rio Grande.

"O objetivo principal da pesquisa é monitorar, a longo prazo, essa população, ou seja, saber até que ponto essa população está ameaçada ou não pela ação humana", explica o biólogo Pedro Fruet.

[...] Até o início deste século não havia riscos graves à sobrevivência desses animais. Então, eles começaram a aparecer mortos nas praias, em número cada vez maior. Foram 37 em apenas três anos. Três vezes mais do que acontecia antes.

"O número de redes de pesca aumentou muito, assim como o tamanho das redes. Então, os botos acabam caindo nas redes acidentalmente. Logicamente, os pescadores não querem matá-los, mas eles acabam morrendo por asfixia. Se pudéssemos sugerir alguma estratégia de conservação, simplesmente sugeriríamos que a pesca não acontecesse no primeiro quilômetro, desde a praia em direção ao mar", explica Pedro.

Um dos bichos avistados traz as marcas do encontro com os pescadores. "Ele ainda está com a rede malhada no corpo e a nadadeira está sendo cortada pelo náilon. Ele vai perder a nadadeira dorsal. Esperamos que continue vivo, mas a gente não sabe o que vai acontecer", diz o biólogo.

[...] As imagens de golfinhos mergulhando no litoral das Américas – como as registradas pelos pesquisadores brasileiros – são um bom presságio. Quem estuda o animal afirma: ele é um sentinela das águas. Enquanto estiver presente, há esperanças de se manter o equilíbrio entre o homem e a vida marinha.

Leia a reportagem completa AQUI.

07 Dezembro 2009

Pagar por Acesso Aberto? Fluxos Institucionais de financiamento e encargos de publicações de Acesso Aberto

Um número crescente de entidades financiadoras estão introduzindo políticas de acesso livre (OA). Ao mesmo tempo, as editoras estão introduzindo opções de publicação OA. As instituições de pesquisa precisam considerar como responder a estes desenvolvimentos, incluindo a eventual introdução de fundos institucionais coordenados para o pagamento de taxas de publicação OA. Este artigo descreve a questão dos fundos institucionais para OA e resume a situação atual apresentando dados recém-coletados de instituições do Reino Unido. O artigo também descreve e apresenta dados sobre o trabalho realizado pela Universidade de Nottingham para introduzir e gerir um fundo institucional para OA. O documento identifica as lições aprendidas com a experiência de Nottingham, e apresenta uma série de sugestões para o desenvolvimento desta questão.

Baixe o artigo completo aqui
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03 Dezembro 2009

Carbono Azul - O papel dos oceanos na remoção do carbono da atmosfera

No relatório "Blue Carbon - The Role of Healthy Oceans in Binding Carbon" recentemente publicado na Conferência Diversitas, produzido em colaboração entre a FAO, a Comissão Oceanográfica Internacional (IOC-UNESCO) e outras instituições, o papel fundamental dos ecossistemas oceânicos em manter o clima do planeta é destacado de forma a introduzir aos formuladores de políticas as iniciativas internacionais sobre mudanças climáticas.

Visite a página do Livro aqui.

Veja a versão interativa do livro aqui.

Baixe gratuitamente o relatório completo aqui ou aqui.

Leia a notícia original aqui.

25 Novembro 2009

Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação

A IUCN publicou o relatório The Ocean and Climate Change - Tools and Guidelines for Action (Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação), para ajudar os tomadores de decisões a compreender a importância dos oceanos no debate sobre o clima global - e os custos da falta de ação. O relatório fornece uma visão abrangente das estratégias de mitigação e adaptação disponíveis, bem como um claro conjunto de recomendações de ação.

Os oceanos são a reserva de calor mais importante do planeta, e absorve cerca de um terço do CO2 emitidos pelas atividades humanas. Os oceanos cobrem mais de setenta por cento da superfície do planeta, mas muito menos do que um por cento dos oceanos é efetivamente protegido. Os ecossistemas marinhos, como pântanos, recifes de coral e mangues estão entre os mais vulneráveis às alterações climáticas, e milhões de pessoas dependem destes ambientes como fonte de alimento, proteção, turismo e desenvolvimento.

O relatório recomenda os líderes mundiais a reduzir significativamente as emissões de CO2 e para definir metas de redução com base nos últimos estudos científicos sobre a acidificação dos oceanos e os ecossistemas marinhos. O relatório promove o uso de ecossistemas costeiros como sumidouros de carbono natural e estimula o desenvolvimento de fontes sustentáveis de energia renovável provenientes do ambiente marinho.

Leia a notícia original AQUI.

Baixe gratuitamente o relatório completo AQUI.

16 Novembro 2009

Fracasso no Atlântico

Mais uma ótima reportagem de Cristiane Prizibisczki para O Eco

Terminou com gosto amargo a 21ª Reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), realizada durante a última semana em Recife (PE). Na mesa de discussões estava em pauta a adoção de medidas mais duras de proteção a espécies marinhas severamente ameaçadas, como o atum-azul do Atlântico Leste, atum vermelho, tubarões, tartarugas e albatrozes. Mas o encontro, segundo ambientalistas, foi apenas mais uma mostra de que o ICCAT vem perdendo credibilidade como órgão regulador do manejo da pesca em alto-mar no Oceano Atlântico ao tomar medidas que pouco ou nada têm a ver com a conservação efetiva das espécies marinhas ameaçadas.

[...] A estação da pesca industrial do atum-azul foi reduzida de dois meses para um mês, no caso das frotas pesqueiras que utilizam grandes redes. Mesmo assim, alerta a não-governamental WWF, a captura está permitida no auge do período da desova da espécie, que vai de 15 de maio a 15 de junho e a capacidade excessiva das frotas industriais no Mediterrâneo não são controladas.

[...] No evento em Recife, quase todos os países que capturam o atum foram formalmente identificados pela ICCAT como infratores das regras, mas nenhum recebeu sanções mais severas. De concreto mesmo, ficou decidido que a quota de pesca desta espécie será diminuída de 19.500 toneladas para 13.500 toneladas anuais, e apenas em 2010.

A medida da ICCAT foi tomada mesmo depois de apelos de entidades ambientalistas pela proibição total da pesca e da apresentação de dois importantes estudos à Comissão. Um deles mostrou que mesmo que uma quota de oito mil toneladas fosse implementada com severidade, os estoques de atum-azul teriam apenas 50% de chance de se recuperarem até 2023. Outro estudo demonstrou que somente a interrupção total da pesca proporcionaria uma chance significativa de recuperar suficientemente as populações da espécie e de qualificar os estoques para que fossem novamente comercializados até 2019, mas com grandes restrições. Agora, a sobrevivência do atum depende, em grande parte, da proibição do comércio internacional. Em março do próximo ano, os países membro da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites) se reúnem para decidir se o atum-azul do Atlântico vai entrar ou não na lista do nível mais alto de restrições ao comércio.

Leia a reportagem completa no site do O Eco.

15 Novembro 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade

Fonte: BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil
Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.

É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no hemisfério sul.

As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.

A equipe de pesquisadores vinha estudando a área com uma sonda submarina construída para suportar grande pressão.

No ano passado, a mesma equipe registrou a presença de peixes a 7.700 metros - a maior profundidade em que peixes foram filmados até hoje, segundo a equipe.

Os animais haviam sido encontrados na Fossa do Japão, no Oceano Pacífico, ao norte do Equador.

Leia a notícia da BBC Brasil completa AQUI.

12 Novembro 2009

Projeto TAMAR completa 30 anos

10 Novembro 2009

Redução de geleiras promovem blooms de fitoplâncton e aceleram a remoção de carbono atmosférico

Cientistas vêm observando o desenvolvimento de blooms de fitoplâncton em áreas de mar aberto recentemente expostas pelo rápido derretimento das calotas polares e de geleiras ao redor da Península Antártica. De acordo com os pesquisadores, estes blooms de fitoplâncton têm um impacto benéfico sobre o clima global com a retirada de gás carbônico da atmosfera -- com a morte do fitoplâncton, as células afundam para o fundo do mar, podendo armazenar carbono por milhares ou milhões de anos.

Em um recente artigo publicado na revista Global Change Biology, o Dr. Lloyd Peck e outros cientistas do British Antarctic Survey (BAS) estimam que este processo natural contribui para a remoção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de carbono da atmosfera para os oceanos a cada ano.

Os autores do artigo compararam registros de recuo de glaciares costeiros com registros da quantidade de clorofila no oceano. Eles descobriram que, nos últimos 50 anos, o degelo expôs uma área de pelo menos 24.000 km2 que têm sido colonizada por fitoplâncton. Segundo os autores, este bloom de fitoplâncton é o segundo maior processo natural que contribui contra as mudanças climáticas globais até agora descobertos (o maior é o crescimento de novas florestas em terras do Ártico).

Leia a notícia original AQUI.

Leia o artigo publicado na Global Change Biology:

PECK LS, BARNES DKA, COOK AJ, FLEMING AH, CLARKE A (2009) Negative feedback in the cold: ice retreat produces new carbon sinks in Antarctica. Global Change Biology. Doi: 10.1111/j.1365-2486.2009.02071.x

07 Novembro 2009

CBO'2010 Rio Grande - Inscreva-se com Antecedência


ATUALIZAÇÃO (01/Nov/2009)
Foram Prorrogadas as inscrições para o CBO'2010!
Os valores previstos até o dia 10 de Novembro serão mantidos até o dia 20 de Novembro!
Não perca esta chance e faça sua inscrição hoje mesmo!
Mais informações no website: http://www.cbo2010.com

05 Novembro 2009

Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO 2009) -- Faça já sua inscrição!



23 a 25 de Novembro de 2009

Embora o Brasil possua um programa estruturado nacionalmente e em implantação desde 1987, em decorrência da Lei nº7661/88 que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC, a gestão da Zona Costeira ainda enfrenta grandes dificuldades de implementação e operacionalização.

Nestes últimos anos diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Zona Costeira, início da exploração do Pré-sal, aumento do turismo nas áreas litorâneas, indefinição de fundos perenes para a conservação dos ecossistemas costeiros mais ameaçados pela ocupação desordenada, a perda alarmante de recursos naturais que afetam de forma permanente a produtividade primária, entre outros.

Os impactos sócio-ambientais desses novos fatos já são visíveis, com destaque para: aumento dos prejuízos sócio-econômicos, tormentas e inundações nas cidades costeiras e com os novos focos de erosão na linha de costa; doenças de veiculação hídrica devido à deficiência crônica na estrutura de saneamento básico; perda da biodiversidade e dos estoques pesqueiros devido à depredação e da exploração predatória dos recursos naturais; invasões e ocupações de espaços públicos, áreas de preservação permanente e áreas de risco, em decorrência da especulação imobiliária e a exclusão social urbana.

Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes, cujo modelo de gestão merece melhorias. A discussão sobre essa gestão já vem sendo feita desde 2007, ao longo de toda a costa brasileira, em eventos do Ciclo de Debates “Cidades Costeiras Sustentáveis”, cujo evento conclusivo será realizado durante a realização do ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO COSTEIRO – ENCOGERCO – 2009.

Diferentemente dos três ENCOGERCOs anteriores (Santos-2002, Salvador-2004 e Florianópolis-2006), realizados como um evento único relacionado ao gerenciamento costeiro, o ENCOGERCO - 2009 está sendo formatado para ser realizado em três dias e com grandes eventos relacionados à Zona Costeira e Marinha, internacionais e nacionais. Este Encontro terá como grande objetivo realizar uma Consulta Pública para debater e formalizar a entrega ao Governo Federal de proposta para a melhoria do Gerenciamento Costeiro, com a função explícita de aperfeiçoar a Política para o desenvolvimento sustentável da Zona Costeira Brasileira e contribuir para elaboração de um Plano de Ação com o objetivo de implementar medidas efetivas para mitigar os efeitos decorrentes das mudanças climáticas sobre as Zonas Costeiras.

O ENCOGERCO-2009 será realizado entre os dias 23 a 25 de novembro, no Rio de Janeiro, nas dependências do Windsor Plaza Copacabana Hotel – Av. Princesa Isabel, 263 em Copacabana. Está sendo organizado pela Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro e conta com apoio do Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Nesta semana de discussões e lançamento da campanha de Valorização da Costa e do Mar, também serão realizadas a Reunião Anual da Rede Ibero Americana de Manejo Costeiro Integrado – IBERMAR, com a presença de 14 países Ibero Americanos (19 a 24 de novembro) e a Reunião Anual do Programa Bandeira Azul de Qualidade Sócio Ambiental de Praias e Marinas, com a presença de 43 países de todos os continentes (26 e 27 de novembro).

A programação completa e demais informações estão no site
http://www.agenciacosteira.org.br


04 Novembro 2009

Comissão Trans-Atlântico I

No período entre 19 de Outubro e 22 de dezembro de 2009, está sendo realizada, pelos Navio-Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul e Navio Oceanográfico Antares a Comissão Oceanográfica Trans-Atlântico I, a qual contempla a realização de perfis transoceânicos de coleta de dados oceanográficos visando a identificação e o monitoramento das principais feições oceânicas e a obtenção de dados de valor estratégico atinentes à circulação e às massas d’água da bacia do Atlântico Sul, com aplicação direta em estudos climáticos e das características da propagação acústica. Cabe destacar que comissões dessa natureza propiciam conhecimento privilegiado do ambiente marinho oceânico, que incluiria o País no seleto grupo de países que realizam pesquisas oceanográficas de caráter global.

Em função do caráter inédito para a oceanografia brasileira, essa comissão configura-se em excelente forma de emprego do navio em prol da comunidade científica nacional, o que vai ao encontro das demandas por pesquisas que estão sendo atendidas a partir do convênio estabelecido entre a Marinha do Brasil (MB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o qual propiciou a aquisição do NHo Cruzeiro do Sul.

Adicionalmente, seguindo as recomendações da XXV Assembléia da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), realizada no período de 16 a 25 de junho, a comissão também configura-se como contribuição do País aos eventos comemorativos que marcarão o cinquentenário da COI.

Leia a notícia original na página da Comissão Trans-Atlântico I AQUI.

Alta mortalidade de sardinhas em praia no Pará



O vídeo acima da UOL Notícias mostra uma grande quantidade de peixes mortos na Praia do Crispim no Pará, ao sul da foz do Amazonas (veja a localização no mapa abaixo). A notícia mostra dois fatos interessantes sobre este fenômeno:
  1. Somente sardinhas mortas foram observadas na praia, e
  2. De acordo com o representante da prefeitura entrevistado, "este fenômeno está acontecendo há quatro anos, só que este ano aconteceu com uma maior densidade", com um aumento de 1000-1500 quilos nos anos anteriores para 5000 quilos este ano.
Se todas as informações da notícia estiverem corretas, este evento parece ocorrer anualmente e com somente uma espécie de peixe. Seria ótimo se algum pesquisador da região postasse comentários sobre este fenômeno aqui!


Localização da Praia do Crispim

01 Novembro 2009

Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral

Lançamento do ivro "Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral", dentro do Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnologia para el Desarrollo – CYTED.

Editado pela Universidade Católica de Valência e financiado pela rede CYTED, o livro tem a intenção de promover o desenvolvimento de metodologias para análise e predição de riscos naturais em áreas costeiras. O prof. Luiz Antonio Pereira de Souza (IPT-SP) e Michel M. Mahiques do IO-USP escreveram o capitulo 13 (GEOFÍSICA MARINA APLICADA AL ESTUDIO DE LOS RIESGOS GEOLÓGICOS LITORALES).

Faça o Download do Livro completo AQUI.