30 de jun de 2005

Oceano é tema de reunião na França

Oceanografia -  16/06/2005 - 18:02:17
Oceano é tema de reunião na França

As pesquisas envolvendo o comportamento dos oceanos e seus impactos no planeta são os temas tratados pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), que estará reunida na próxima semana em Paris. O encontro sediará a 38ª reunião do Conselho Executivo e 23ª Assembléia Geral da Comissão que é responsável pela coordenação mundial das pesquisas nos oceanos na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Serão apresentadas as ações do País no que diz respeito ao tratamento das microalgas nocivas, as observações do mar via satélite, aos estudos dos fenômenos marinhos, como os tsunamis, que já atingiram a humanidade. Esses são temas que integram os programas da COI.

O Brasil é representado na Comissão pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Defesa. O MCT é a instituição nacional responsável pelo intercâmbio entre a COI e a comunidade científica e demais ministérios interessados. Esse trabalho está sob a coordenação do Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Cylon Gonçalves. Já a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) do Comando da Marinha (Ministério da Defesa) coordena os programas operacionais e de serviços oceânicos.

A comitiva brasileira em Paris contará também com a representação do Ministério das Relações Exteriores.

Estrutura

A COI, que se reúne anualmente, fui fundada em 1960 e conta hoje com 129 Estados-Membros, sendo que 41 compõem o Conselho Executivo. Os recursos são provenientes de 3% do orçamento da Unesco e das contribuições voluntárias dos Estados ao Fundo Fiduciário da Comissão. O MCT tem feito contribuições para o Fundo e em 2005 tem colaborado para a capacitação em observação e ciências marinhas.

Rachel Mortari - Assessoria de Imprensa do MCT

International Conference on Ecological Modelling 2006 in YAMAGUCHI

International Conference on Ecological Modelling 2006 in YAMAGUCHI

Dear Colleagues,

The following international conference will be held:

International Conference on Ecological Modelling 2006 in YAMAGUCHI
28 August - 1 September 2006, Ube, Yamaguchi JAPAN
http://icem2006.civil.yamaguch i-u.ac.jp/

Please kindly visit the above web site and consider possibility of
participation.

Best regards,
Masahiko Isobe

Regulamentação da Oceanografia

Regulamentação da Oceanografia









Parabéns ao pessoal da AOCEANO pela luta constante pela regulamentação da profissão de oceanógrafo no país. Para quem não sabe, a batalha pela regulamentação da oceanografia não é recente, e a AOCEANO sempre esteve na liderança deste processo.

A frente disso todo, esteve sempre o oceanógrafo Fernando Luiz Diehl. Os avanços nos últimos meses nas discussães sobre o processo de regulação (ver notícia abaixo, retirada do boletim da AOCEANO) se deve muito ao esforço deste oceanógrafo, que sempre representou o interesse dos oceanógrafos brasileiros.

Parabéns ao Fernando L. Diehl e ao pessoal da AOCEANO, e sucesso nas próximas etapas deste processo.

Estamos quase lá!

Sinal positivo para regulamentação da profissão de Oceanógrafo

Sinal positivo para regulamentação da profissão de Oceanógrafo

Em concorrida audiência realizada ontem em Brasília, presidente da Câmara dos Deputados prometeu desengavetar Projeto de Lei 3491-93

            Brasília (DF) ? O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP/PE), anunciou na tarde de ontem (terça-feira, 28), que vai desengavetar o Projeto do Lei 3491-93, que regulamenta a profissão de oceanógrafo, colocando-o em votação assim que a pauta da Câmara for desobstruída. O anúncio foi feito durante uma audiência agendada pelo deputado federal carioca Julio Lopes, atendendo a uma solicitação da Direção Nacional da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano).

            "É notório que os oceanógrafos já ocupam importantes espaços em seu diverso mercado de trabalho. Trata-se de um profissional completo e importante que já deveria ter a sua profissão regulamentada nestes dez anos de tramitação do PL", comentou Cavalcanti diante de uma plenária com cerca de 45 pessoas, entre profissionais, representantes da Marinha e de Universidades, além da interferência espontânea via telefônica do ex-governador Esperidião Amim (PP/SC), autor do PL.

Há mais de dez anos, o PL que regulamenta a profissão de oceanógrafo tramita no Congresso Nacional. "O PL 3491-93 é uma matéria conhecida, amadurecida e justa, que merece atenção especial dessa Casa Legislativa. Assim que a pauta do Congresso estiver desobstruída, o assunto serã levado para votação em plenária", afirmou o deputado ao final da reunião.

"O Brasil é signatário de diversos acordos e convenções internacionais relacionados ao uso e à conservação dos recursos naturais onde os oceanógrafos compõem massa crítica em defesa dos interesses nacionais. A atual política de expansão da produção do petróleo também demanda a participação desse profissional no tocante à atividades de prospecção, monitoramento e controle ambiental. Áreas em que o próprio governo destaca a importância de um profissional da Oceanografia nos quadros profissionais", ressalta o presidente da Aoceano, oceanógrafo Fernando Luiz Diehl.

Os profissionais totalizam, atualmente, cerca de 1,5 mil pessoas, graduadas na área e aptas a atender às demandas do país nos âmbitos costeiros, marinhos e terrestres, tendo em vista a transdisciplinaridade com que este profissional adentra no mercado de trabalho. Além disso, o mercado também dispõe de mais de 10 mil outros profissionais de áreas afins atuantes nas ciências do mar.

Entre os presentes à audiência com o deputado federal Severino Cavalcanti membros da Direção Nacional da Aoceano, o vice-reitor da Fundação Universidade Federal do Rio Grande Ernesto Luiz Cassari Pinto, o contra-almirante José Eduardo Borges de Souza e demais autoridades da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM / Marinha do Brasil), deputados federais e oceanógrafos atuantes em diversas órgãos públicos como o Ibama, a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Agência Nacional das Águas, entre outros.

Mais informações: (47) 9983-6737, com Fernando Luiz Diehl.
 

Oswaldo Ribeiro Jr.

Comunicação Social e Ambiental

oswaldo_ribeirojr@yahoo.com.br

(47) 367-2202 / 9113-7718

Dia do Oceanógrafo! 18 de outubro, nascimento do Alte. Paulo Moreira

CONCURSO DIA DO OCEANÓGRAFO
AOCEANO - Associação Brasileira de Oceanografia

Na qualidade de jornalista (MTB24338 filiado á ABJC - Ass. Brasileira de Jornalistas Científicos), Presidente do Instituto Brasil Costal e entusiasta das coisas do mar, venho participar do Concurso do Dia do Oceanógrafo votando na data 18 de Outubro, nascimento do Alte. Paulo Moreira, que dispensa apresentações para os oceanógrafos brasileiros, mas que, sempre é oportuno lembrar um pouco de sua representatividade única para a data escolhida pelas razões a seguir:

Revendo a biografia dos nomes ventilados para inspirar o concurso, consta que nenhum brasileiro se dedicou e contribuiu para o desenvolvimento da oceanografia e demonstrou tanta paixão pelo mar como o Alte. Paulo Moreira. Sejam pelas horas de mar, servindo e comandando navios de guerra e de pesquisa, sejam por suas horas de estudo e pesquisa, na academia, na Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha, no Instituto de Estudos do Mar da Marinha e em sua própria intimidade escrevendo artigos e livros, não há precedente no Brasil de tamanha dedicação, e contribuição. Muitos episódios de sua vida são dignos de justificar essa homenagem, a de escolher a data de seu nascimento como o Dia do Oceanógrafo. Destaco três deles para reflexão:

Em 1949 como Ajudante-de-Ordem do Diretor de Hidrografia e Navegação solicitou à Marinha custear o curso de oceanografia na Sorbonne, França. Sendo negado o pedido, licenciou-se das Forças Armadas e custeou do próprio bolso sua viagem àquele país, especializando-se em oceanografia, meteorologia, geologia  marinha, gravimetria e magnetismo. Durante a sua permanência no exterior, escreveu dois livros destinados aos oficiais hidrógrafos: Curso de meteorologia e Curso de oceanografia;

Mais tarde, retornando à Marinha, tendo fundado o Instituto de Estudos do Mar em Arraial do Cabo (hoje o IEAPM), passou a dedicar-se a estudar as zonas de ressurgência como potencial de fontes de alimento e terapêutica, buscando sensibilizar a opinião pública para a importância do mar na vida das pessoas, e escreveu dois livros que permanecem atualíssimos: Desafios do Mar (1970), e Usos do Mar (1978);

O terceiro episódio veio à tona após a sua morte, quando foi encontrada uma carta no cofre do navio oceanográfico Alte. Saldanha. Diga-se de passagem, originariamente um navio escola para forjar homens do mar, foi transformado, pelo Alte. Paulo Moreira, no primeiro Navio Oceanográfico Brasileiro. Nessa carta encontrada no cofre do Noc Alte. Saldanha o Alte. Paulo Moreira solicitava que, após a morte, seu corpo fosse cremado e as cinzas fossem espalhadas no mar. E assim foi feito, em torno da Ilha Raza, do convés do Alte. Saldanha.

Portanto, ao celebrarmos o Dia do Oceanógrafo em 18 de Outubro de cada ano, teremos uma história basileira para lembrar, digna de comparação superlativa, com as mais proeminentes do mundo. E, sobretudo, um estímulo a nós "Oceanógrafos" graduados, pós graduados, dourtores ou meros entusiastas seguir, ou quem sabe superar.

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Luís Peazê - escritor e jornalista (MTB24338)
+55 +21 2610 0570
+55 +21 8101 5583
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28 de jun de 2005

Congreso Argentino Limnologia 2005. Taller pre congreso. Dr Jeppesen. Ecología lagunas y humedales

Congreso Argentino Limnologia 2005

Taller pre congreso
Dr Jeppesen
Ecología lagunas y humedales

Estimados Colegas:

En el marco de la CAL 2005, el Dr. Eric Jeppesen dictará un Taller pre congreso sobre Ecología de lagunas y de humedales. Como todos saben, el Dr. Jeppensen es una eminencia en el estudio de sistemas someros y de temas relacionados con tramas tróficas y la biomanipulación.

El curso se realizará los días 28 y 29 de octubre 2005 en el INTECH. La modalidad del curso consistirá en sesiones matinales en las que el Dr. Jeppesen disertará sobre: El rol estructurador de las macrófitas en lagunas: similitudes y diferencias entre regiones climáticas (28/10) y El control top-down y bottom-up en lagunas y humedales: cambio a lo largo de gradientes climáticos (29/10). Por la tarde habrán sesiónes de contribuciones por parte de los asistentes al curso, dónde en un ambiente e informal aquellos que deseen podrán exponer y discutir sus proyectos, resultados preliminares, casos de estudios, restauraciones, problemas metodológicos, o síntesis de temas particulares. Cada día el Dr. Jeppesen cerrará el taller con una discusión para cada tema.

El idioma del curso será inglés. Si bien el Dr. Jeppesen no maneja el castellano, contará con colaboración para la traducción de manera de lograr una mejor comunicación con los participantes que no dominen el idioma inglés. El arancel del curso será de $30. Para la inscripción contactarse con la Dra. Inés O'Farrell ines@bg.fcen.uba.ar o la Lic. Paula de Tezanos Pinto paulatezanos@bg.fcen.uba.ar

Los invitamos a participar del taller, a presentar sus contribuciones e investigaciones en un ambiente estimulante y abordar preguntas sobre la ecología de lagunas y humedales. Aquellos que deseen exponer sus resultados etc, deberán enviar un título tentativo de los mismos. Las contribuciones deberán ser orales y en castellano, con una duración aproximada de 20 minutos. Sugerimos preparar las mismas en Power Point en idioma inglés o en ingles y castellano.

La información del taller pre-congreso también pueden encontrarla en el siguiente link
http://www.ilpla.edu.ar/aal/
dentro de la solapa CAL.

Cualquier pregunta o consulta no duden en comunicarse con nosotros.

Esperamos su participación!

Saludos

27 de jun de 2005

First International Symposium on Mangroves As Fish Habi tat, 19-21 April 2006, Miami, Florida, USA

First International Symposium on Mangroves As Fish Habitat

19-21 April 2006, Miami, Florida, USA

We welcome you to join us at the "First International Symposium on Mangroves as Fish Habitat" scheduled for April 19-21, 2006, in Miami, Florida. This symposium is convened by the University of Miami Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Science (RSMAS) in cooperation with program committee members from the National Marine Fisheries Service (NOAA Fisheries), Environmental Defense, and the National Park Service.

The purpose of the symposium is to provide an oral and written forum for the exchange of ideas, approaches, methods and pertinent data on the linkages between mangrove forests and the fishes and fisheries associated with them. A core of international experts will be speaking, contributing papers, and leading discussions.

Objectives are:

* To characterize the present state-of-knowledge, identifying critical information gaps, and charting a course for future research.
* To gauge, and ultimately advance, the current understanding of fish utilization of mangrove habitats and their importance in the systems that they occupy.
* To publish submitted papers on this topic in a special issue of the peer-reviewed Bulletin of Marine Science.

Mark you calendars for April 19-21, 2006, and please visit our web site for updates

Abstracts are being accepted now! Please complete the online form

Registration will begin later this year. Watch your e-mail or visit the symposium web site for the registration announcement!

Sponsorship opportunities are also available. Go Here or contact Doreen DiCarlo, Symposium Coordinator, at the Center for Environmental Studies - (561) 799-8553; e-mail: ddicarlo@ces.fau.edu, for personal assistance.

If you are planning to attend, please register online providing your contact information, and, if appropriate, the tentative title(s) and abstract(s) of your paper(s).

If you responded to our first announcement, or have contacted us previously, it would be very helpful if you confirmed your attendance/participation by registering online.

We look forward to sharing this exciting event with you!

Joseph E. Serafy & Rafael J. Araujo
Symposium Conveners
NOAA/National Marine Fisheries Service & University of Miami/Rosenstiel
School of Marine and Atmospheric Science

Concursos para as Universidades brasileiras: estamos aproveitando a oportunidade para captar os melhores profissionais?

Concursos para as Universidades brasileiras: estamos aproveitando a oportunidade para captar os melhores profissionais?

"É importante que as comissões encarregadas de elaborar os editais incorporem sistemas mais eficientes para o recrutamento dos recursos humanos, que constituem o principal capital de nossas Universidades"

(Mensagem de Wladimir J. Alonso, Cynthia Schuck Paim, Henrique Ferreira, Cesario Augusto Pimentel de Alencar - Recebida por e-mail):

Estudantes brasileiros que almejam fazer seus doutorados no exterior, ou ainda aqueles que já o fizeram com bolsa de estudos fornecida por agências brasileiras, com certeza conhecem a sentença introdutória para tal tema no website da Capes, que diz: "a bolsa de doutorado no exterior destina-se a candidatos de comprovado desempenho acadêmico e que se dirijam a instituições de excelência e prestígio internacional, formando doutores em áreas nas quais se verifique carência de grupos consolidados no país"
(
http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/10/Doutorado.htm ).

O beneficiado pela bolsa, por sua vez, assina um termo de compromisso no qual se compromete a "retornar ao Brasil no prazo de 30 dias após o término do curso e aqui exercer atividades ligadas aos estudos realizados, no mínimo por período igual ao da bolsa, sob pena de ressarcimento de todas as despesas havidas, atualizadas ao câmbio do dia do ressarcimento, acrescidas de multa de 10% por inadimplência".

Pelas sentenças anteriores entende-se que o Brasil (através das suas agências de fomento) considera que

1) há certas áreas de pesquisa carentes, nas quais vale a pena investir no treinamento de recursos humanos no exterior, e que

2) estes recursos assim treinados tem a obrigação legal de no Brasil atuar nas áreas nas quais receberam treinamento no exterior.

Após o término do período no exterior, sem dúvida as bolsas de pós-doutorado oferecidas pelas agências governamentais cumprem um papel importante em inicialmente facilitar o processo de retorno e inserção de tais profissionais no Brasil.

Mas esta é - idealmente - uma situação transitória dentro do contexto almejado de assimilar "doutores em áreas nas quais se verifique carência de grupos consolidados no país".

As Universidades e outras instituições de pesquisa deveriam contemplar a possibilidade de que pessoas com esta formação pudessem competir em igualdade de condições com outros candidatos nos seus concursos de recrutamento de pesquisadores.

Lamentavelmente, muitas vezes não é isto o que ocorre pois uma série de requisitos e obstáculos chega a dificultar - e até a impedir totalmente - a participação destes pesquisadores nesses concursos (muitos dos quais em andamento no momento).

Listamos aqui algumas destas dificuldades - muitas das quais prejudicam não somente profissionais com formação no exterior e em áreas novas, mas também outros candidatos que poderiam fazer importantes contribuições acadêmicas nas instituições de pesquisa e ensino no país:

1. Prova de obstáculos burocráticos. Entre várias, talvez a mais gritante e cheia de contradições é a famosa "revalidação do diploma obtido no exterior".

Após custear durante vários anos viagens, bolsas, mensalidades, etc. para pesquisadores estudarem em instituições que o Brasil mesmo reconheceu (ao conceder a bolsa) serem aptas e de excelência, o diploma obtido não tem validade no Brasil antes de sua revalidação, o que inclui a leitura e aprovação da tese por um professor de uma universidade brasileira.

Este processo - que pode demorar até um ano ou mais- é fecundo não só em perda de tempo, dinheiro, e aborrecimentos desnecessários para todas partes, mas em situações que entram no campo do paradoxo jurídico.

Imaginem que o professor brasileiro decide que a tese aprovada em Harvard não tem validade. O que aconteceria nesse caso? O estudante com o diploma não revalidado no Brasil teria assim mesmo que "exercer atividades ligadas aos estudos realizados"? Como?

Outro paradoxo: como importar talentos estrangeiros, quando se exige no ato da inscrição tal revalidação?

Será que um pesquisador estrangeiro que esteja disposto a trabalhar em outro país, por mais brilhante e reconhecido que seja, terá que com mais de um ano de antecedência enviar seus diplomas para revalidação (e pagar todos os custos associados ao processo) a todos os países onde ''eventualmente'' surjam possibilidades no futuro?

2. Diluição das habilidades. Em vários dos editais (e ao contrário da maioria das instituições de ponta estrangeiras) é dado grande peso a uma série de itens que são indicadores muito fracos das habilidades acadêmicas dos candidatos.

Por exemplo, é comum deparar-se com a necessidade de realizar provinhas escritas (cujo resultado em muitos dos casos tem grande peso na pontuação do candidato), que medem habilidades pouco demandadas na vida de um pesquisador moderno, como por exemplo a memorização de informações facilmente encontrada em livros didáticos e outras fontes bibliográficas de fácil e imediato acesso.

De forma similar, a simples participação em comissões e cargos administrativos, ou mesmo o número de horas-aula lecionadas por um candidato também não são indicadores de que estas atividades tenham sido realizadas com competência e excelência.

Todos sabemos que uma pessoa pode ter muita quilometragem na frente do quadro negro, e ainda assim dar aulas terrivelmente mal preparadas, de má qualidade e pouco informativas.

Em um outro extremo, quem se dedicou integralmente a realizar o doutorado ou pós-doutorado talvez não teve a oportunidade de lecionar, mas pode ser potencialmente um excelente docente.

Este tipo de aferição portanto é das piores possíveis. Ao considerar (algumas vezes com bastante peso) estes itens no currículo, outras habilidades realmente importantes (como contribuições científicas relevantes, impacto dos trabalhos na comunidade cientifica nacional e internacional, capacidade de formação de recursos e massa crítica, bem como de disseminação do conhecimento) são diluídas, e os concursos são decididos em pontos prosaicos e irrelevantes.

3. Exigência de perfis de pesquisa extremamente específicos. Em alguns casos, tais perfis são sub-áreas de sub-áreas, chegando quase ao ponto de serem compatíveis com títulos de tese. Se as Universidades deveriam saudar a aquisição de conhecimento novo, porque exigir habilidades tão específicas (em vários casos já existentes nos Departamentos oferecendo as vagas)? Como um profissional com conhecimento novo pode se encaixar neste perfil?

Por mais ampla, brilhante e flexível que seja a formação de, por exemplo, um biólogo especializado em Zoologia ou em Biologia Molecular, dificilmente este vai conseguir participar de processos seletivos em que são solicitados perfis como ter "Doutorado em Ciências (área de concentração em Zoologia) e área de atuação: pesquisa em Bionomia e Taxonomia de Hymenoptera parasitóides neotropicais", ou ser "Doutor na Área de Biologia Celular ou afim, com experiência de pesquisa em Imunologia de Invertebrados", ou muito menos ser "Doutor em Ciências com atuação acadêmico/científica comprovada no ato da inscrição (tese e/ou trabalho publicado) em Ecologia de Microrganismos Aquáticos Planctônicos com abordagem direcionada a fluxos de
energia associado à Biologia Molecular" (exemplos retirados de editais em curso).

Qualquer procura no Currículo Lattes ou mesmo no Google permite conferir que há pouquíssimos (talvez possam ser contados nos dedos de uma mão) profissionais no Brasil ou brasileiros no exterior com perfis tão restritos.

Considerando-se as poucas vagas abertas em cada disciplina do conhecimento e em cada região, talvez seria interessante para as Universidades ponderar se é mais importante adicionar mais quadros às sub-áreas já existentes, ou permitir a inclusão dos melhores profissionais disponíveis em cada área, mesmo que sejam de sub-áreas distintas (e que aliás podem realizar contribuições mútuas muito interessantes) daquelas já presentes na instituição, trazendo assim conhecimento, contatos e perspectivas novas.

Há uma outra série de aspectos que poderiam ser mencionados, mas não é o objetivo desta carta realizar uma lista ou estudo exaustivo sobre o tema, mas chamar a atenção sobre este assunto.

É importante que as comissões encarregadas de elaborar os editais incorporem sistemas mais eficientes para o recrutamento dos recursos humanos, que constituem o principal capital de nossas Universidades.

Mas também é importante que os candidatos e outros profissionais analisem criticamente tais editais e o desenvolvimento dos concursos, e acionem os canais pertinentes quando acreditem que os princípios de justiça, mérito e qualidade estejam sendo prejudicados.

Candidatos de alta qualidade (sejam estes formados no exterior ou não) poderão ter assim possibilidades de contribuir com sua formação para a ciência e sociedade brasileira, ao invés de ter que optar por um exílio onde tais habilidades sejam efetivamente reconhecidas.

JC e-mail 2777, de 30 de Maio de 2005

4th International Marine Bioinvasion Conference (MBI C), Wellington, NZ; August, 2005

The 4th International Marine Bioinvasion Conference (MBIC)

will be held at Victoria University in Wellington, New Zealand from Wednesday 24th of August through Friday 26th of August, 2005. 

The deadline for abstracts for oral and poster presentations is June 17th 2005. 

Topics for the 2005 MBIC meeting include:
-Ecological and Evolutionary Effects of Marine Invasions
-Transport Vectors and Patterns of Dispersion
-Ecosystem and Economic Impacts
-Education and Outreach Initiatives

Both the 2005 New Zealand Marine Sciences Society (NZMSS) and MARGINS will be holding their meetings concurrently with MBIC under the broader theme "Human Impacts in the Marine Environment."  Registration for all meetings starts on Monday August 22nd and the 2005 NZMSS conference begins the meetings on Tuesday, August 23rd. 

More information on the program, how to submit abstracts and register online, and on travel and accommodations can be found at: 
http://www.vuw.ac.nz/marineconference2005/mbic.html

Please direct submission inquiries to:
Judith Pederson jpederso@mit.edu (USA and Canada)
Marnie Campbell marnie.campbell@nt.gov.au (New Zealand, Australia and other countries)

General inquiries about the conference can be directed to:
Martin Boswell
Conference Manager
Victoria Continuing Education
Victoria University of Wellington
PO Box 600
Wellington
tel 04 463 6558
fax 04 463 6550
martin.boswell@vuw.ac.nz

IV International Congress of the European Malacologi cal Society, Naples, Italy, October 10-14 2005

IV International Congress of the European Malacological Society, Naples, Italy

October 10-14 2005

Organized by the Italian Society of Malacology  in synergy with the Zoological Museum of the University of Naples.

These are the topics:

- Molluscan Systematics
- Molecular Systematics and Phylogeography of  Molluscs
- Molluscan Reproduction and Development
- Molluscan Ecology, Biodiversity and Conservation
- Molluscan Aquaculture and Exploitation
- Molluscan Paleontology
- Open session

There is also a special topic (posters and lectures) on: "Molecular Systematics and Phylogeography of Mollusks".

The deadline for submission registration form is 30 June 2005. Abstracts must be submitted up to 30 July 2005.

For detailed info and registration see the Congress website at

http://www.4cisme.org

26 de jun de 2005

X Congresso Brasileiro de Geoquímica e II Simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul

X Congresso Brasileiro de Geoquímica
II Simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul
De 29 de outubro a 04 de novembro de 2005
Hotel Armação do Porto - Praia de Porto de Galinhas - Pernambuco - Brasil




A S
ociedade Brasileira de Geoquímica e a Sociedade Brasileira de Geologia ? Núcleo Nordeste têm o prazer de informar sobre a realização do X Congresso Brasileiro de Geoquímica e o II simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul, que ocorrerá no período de 29 de outubro a 04 de novembro de 2005, no Hotel Armação em Porto de Galinhas, no estado de Pernambuco, Brasil.

O Congresso que esta na sua 10o. Edição se consolidou por reunir um grande público formado por profissionais do Brasil e Mercosul, e por contar com a participação de renomados palestrantes nacionais e internacionais, tais como: Alcides N. Sial (Brasil), Anthony E. Fallick (Escócia), Bernard Dupré (França), Bernardino Figueiredo (Brasil), Brian Buckley (EUA), Olle Selinus (Suécia), entre outros.

A programação do evento foi cuidadosamente preparada pela comissão organizadora que distribuiu as atividades em palestras, simpósios, sessões técnicas, cursos, excursões de campo e apresentações de trabalhos científicos.

As informações e instruções para realizar a sua inscrição no congresso, cursos e excursões poderão ser adquiridas através do site: www.xcbgq.com.br ou da secretaria do Evento - BUREAU DE EVENTOS, telefones: [55 81] 3463.0206 / 3463.0729, Fax: [55 81] 3327.3068, e-mail: bureau@bureaudeeventos.com.br.

Com o objetivo de proporcionar aos participantes do evento momentos de conhecimento científico e lazer, optamos pela famosa praia de Porto de Galinhas, levando o evento para o Hotel Armação, um ambiente que além de proporcionar a estrutura necessária de Centro de Convenções, oferece o conforto com várias opções de lazer e entretenimento.

A negociação com o Hotel Armação do Porto nos permitiu oferecer tarifas com descontos especiais, para os pacotes de diárias com meia pensão (café da manhã e almoço). A LUCK VIAGENS, agencia de turismo oficial do Congresso, está concedendo desconto de 10% (dez por cento) para as reservas pagas até o dia 20 de julho de 2005, possibilitando aos participantes condições extremamente acessíveis.

Outras informações sobre hospedagem, passagem aérea e opcionais turísticos poderão ser esclarecidas pela LUCK Viagens, através dos telefones: [55 81] 3302.6220 - Fax: [55 81] 3302.6201 ou E-mail: anacatarina@luckviagens.com.br

Contamos com a sua participação!!!

Atenciosamente,

Valderez Ferreira
Presidente do Congresso

International Symposium on Greenhouse gas in mangrove ecosystems, Oct 3 - 5, 2005.

International Symposium on Greenhouse gas in mangrove ecosystems

Oct 3 - 5, 2005.

International Symposium on Greenhouse gases and Carbon balances in mangrove coastal ecosystems

Participant who wish to give presentation should submit

1) Registration on the Web site:
http://www.plando.co.jp/greenmang2005/
2) Submit a short abstract by e-mail to
greenmang2005@plando.jp
as the Form B downloaded from the Web site By the 30/June.

3) Acceptance of paper will be informed on 15/July with a Extended Synopsis Form C.
4) Accepted presenter should submit the Extended Synopsis by 15/Aug.

Joint Workshop is offered at same time, thus the planned conference duration is Oct 3 - 5/2005.

Microbe May Push Photosynthesis Into Deep Water

Microbe May Push Photosynthesis Into Deep Water

MARINE BIOLOGY:
Microbe May Push Photosynthesis Into Deep Water
John Bohannon
Science, Vol 308, Issue 5730, 1855 , 24 June 2005


The announcement this week of a bacterium that appears to derive energy from light despite living in the inky depths of an ocean threatens to overthrow the dogma that photosynthesis depends on the sun. The microbe may also offer clues about life on early Earth--or on other planets.

Not everyone is convinced yet that the bacterium, discovered in 2003, is a natural resident of the deep sea. But if true, it could be a crucial piece of the puzzle of how photo-synthesis evolved. "The results break new ground and are indeed surprising," says Bob Buchanan, a microbiologist at the University of California, Berkeley.

Since their discovery in 1977, deep-sea hydrothermal vents have offered up a surprising menagerie, including 2-meter tubeworms and eyeless crabs, that thrives near the caustic 350ºC effluent that burps out. In the late 1980s, Cindy Van Dover, a marine biologist at the College of William and Mary in Williamsburg, Virginia, found a vent-dwelling eyeless shrimp with a light-sensitive patch on its back. Because of the superheated water, vents glow with infrared radiation, but the shrimp's light-gathering pigments seemed geared for much higher frequencies of
light.

To read more
http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/308/5730/1855?etoc
p. 1855

Deep-sea photosynthesis

Deep-sea photosynthesis

from the June 23, 2005 edition
http://www.csmonitor.com/2005 /0623/p17s02-stss.html

It may be pitch black at nearly 8,000 feet below the ocean's surface. But scientists have found a new organism there that ekes out its living through photosynthesis - turning light and nutrients into the energy it needs to survive. The discovery extends the domain of light-loving organisms to environments once deemed inhospitable to them. It also reinforces speculation about the range of environments suitable for life elsewhere in the solar system.

The green sulfur-loving bacteria, dubbed GSB1, relies on the faint glow emitted from deep-sea hydrothermal vents. The bacteria gathers the feeble light via receptors that scientists liken to tiny satellite dishes for their ability to pull in weak radiation. Researchers from the United States, Canada, and Bermuda discovered GSB1 during a research cruise over the East Pacific Rise, where magma wells up to form new material for the Earth's crust. Its findings are in the current issue of the Proceedings of the National Academies of Science.

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