Ministro da Justiça Manifesta Apoio na Regulamentação da Profissão
Fonte: AOCEANO (http://www.aoceano.org.br)
A Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO) encaminhou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, um pedido oficial de apoio para aprovação do Projeto de Lei 3491/93-A, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de oceanógrafo, atualmente em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados. O ministro, segundo informações da AOCEANO, manifestou apoio inicial à aprovação do projeto de lei.
A primeira tentativa de regulamentação do exercício da profissão de oceanógrafo data de 1979, quando a Fundação Universidade do Rio Grande (FURG) encaminhou, através da Câmara de Vereadores de Rio Grande, um projeto ao Congresso Nacional, que acabou arquivado. De lá para cá, diversos encaminhamentos foram feitos pela AOCEANO à Câmara dos Deputados, Senado Federal e Executivo, sem sucesso.
Em junho deste ano, o Ministério do Trabalho e do Emprego, através da Divisão de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) encaminhou ofício à AOCEANO informando a inclusão da profissão de Oceanógrafo como ocupação profissional na próxima revisão do Cadastro Brasileiro de Ocupações. Paralelamente, a sanção de um projeto de lei que dispõe sobre e o exercício das profissões de Enólogo e de Técnico em Enologia pode ser outro indicativo de um novo entendimento por parte do Governo Federal sobre a regulamentação de algumas profissões.
No entendimento da AOCEANO, o quadro nacional indica que há novamente condições favoráveis à apreciação e votação do Projeto de Lei 3491/93, que regulamenta o exercício da profissão de Oceanógrafo, por parte da Câmara de Deputados. E o apoio recentemente manifestado por Tarso Genro pode ser o elemento que faltava nessa tarefa.
Como tudo começou
A primeira tentativa de regulamentação do exercício da profissão de oceanógrafo data de 1979, quando a Fundação Universidade do Rio Grande (FURG) encaminhou, através da Câmara de Vereadores de Rio Grande, um projeto ao Congresso Nacional, que acabou arquivado. Em 1988, uma segunda tentativa foi feita através do deputado Antonio Carlos Konder Reis, que encaminhou o Projeto de Lei 1266/88, mas que por problemas burocráticos foi novamente arquivado.
Três anos mais tarde, o então Senador Esperidião Amin deu entrada no Senado Federal com novo Projeto de Lei propondo a regulamentação da profissão de oceanógrafo. Na Câmara dos Deputados, o novo projeto recebeu algumas emendas e acabou aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça, de Educação, de Trabalho, e da Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.
Depois de ser finalmente colocado na ordem do dia da Câmara dos Deputados, a sua aprovação esbarrou na impossibilidade de manutenção do dispositivo que definia o piso salarial para o oceanógrafo. Depois da retirada de um artigo do documento, o projeto retornou às comissões e novamente à Câmara, onde nunca chegou a ser votado. Em 2001, um parecer contrário à regulamentação de profissões emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego motivou a AOCEANO a manter o projeto parado, aguardando condições mais favoráveis para sua apreciação.
Uma nova posição contrária à regulamentação foi emitida pelo Governo Federal, reafirmando a posição contrária à aprovação do Projeto de Lei 3491/93, visto que o exercício da profissão de Oceanógrafo não incorreria em risco efetivo à saúde da população. Em 2005, o atual Governo deixou clara a sua posição contrária à regulamentação do exercício de profissões, vetando o projeto de lei que dispunha sobre a regulamentação da profissão de turismólogo.
Classificação Brasileira de Ocupações incluirá a profissão de oceanógrafo/oceanólogo
A próxima versão do catálogo de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) já deverá constar a profissão de oceanógrafo/oceanólogo.
Um pedido formal da AOceano ao Ministério do Trabalho solicitou a alteração de status da ocupação de oceanógrafo/oceanólogo na CBO versão 2002, uma vez que a mesma aparece atualmente na família dos geólogos e geofísicos, inapropriadamente classificada como sinônimo de geofísicos. Segundo a AOCEANO, o Ministério do Trabalho respondeu positivamente à solicitação.






0 comentários:
Postar um comentário