21 de dez de 2009

Pequeno aumento do gás carbônico atmosférico pode ter efeitos drásticos no clima global

A maioria dos modelos climáticos considera apenas processos de curto prazo (como a formação de nuvens e gelo nos oceanos) na avaliação da sensibilidade da Terra aos gases do efeito estufa. Uma recente publicação na revista Nature Geoscience encontrou evidências que indicam que a resposta poderia ser maior se as condições limite mudarem drasticamente.

No início do Plioceno (três a cinco milhões de anos atrás) as temperaturas globais eram cerca de 3—4°C mais altas do que hoje em latitudes mais baixas, e até 10°C mais quente perto dos pólos. Simulações climáticas e reconstruções deste período geológico relativamente recente podem ajudar a limitar magnitudes realistas de aquecimento futuro. Sob os cenários de efeito de estufa comumente considerados atualmente, concentrações de dióxido de carbono atmosférico de 500—600 ppmv — aproximadamente o dobro do nível pré-industrial — seriam necessárias para produzir o clima do Plioceno. Escrevendo na revista Nature Geoscience, Pagani et al. e Lunt et al. sugerem que o início do Plioceno quente teve concentrações de dióxido de carbono muito mais baixas na atmosfera, o que teria implicações potencialmente devastadoras para o futuro a longo prazo do planeta.

17 de dez de 2009

Guia de boas práticas para medições de CO2 nos oceanos

Fonte:http://cdiac.ornl.gov
Guia de boas práticas para medições de CO2 nos oceanos.

Este guia foi originalmente elaborado com a participação de uma equipe formada pela U.S. Department of Energy (DOE) para realizar o primeiro levantamento global de dióxido de carbono nos oceanos (DOE. 1994. Handbook of methods for the analysis of the various parameters of the carbon dioxide system in sea water; version 2, A.G. Dickson and C. Goyet, Eds. ORNL/CDIAC-74).

O manual foi atualizado várias vezes desde então, ea versão atual contém o mais as informações atualizadas sobre a química de CO2 na água do mar e sobre a metodologia de determinação dos parâmetros do sistema de carbono.

Esta revisão foi possível graças ao apoio do North Pacific Marine Science Organization (PICES), Scientific Committee on Ocean Research (SCOR), Intergovernmental Oceanographic Committee (IOC) e DOE através do Carbon Dioxide Information and Analysis Center (CDIAC).

Baixe gratuitamente o manual completo AQUI.

11 de dez de 2009

Efeito da crise econômica de 2008-2009 sobre os preços de assinaturas de revistas científicas

Um estudo publicado pela AllenPress indica que o aumento do preço médio de revistas científicas em 2009 foi menor que no ano anterior. A média anual de aumento dos preços de assinaturas de revistas científicas publicadas nos EUA é de 7.4%, e o aumento do preço em 2008-2009 foi de 6.1%. Uma das razões indicadas por este estudo para esta redução foi a crise econômica de 2008-2009. Um outro estudo publicado pela University College London mostrou que a crise econômica de 2008-2009 afetou bibliotecas no mundo inteiro.

Aumento dos preços médios de revistas científicas publicadas nos EUA em áreas relacionadas à Oceanografia
Fonte: 2009 Study of Subscription Prices for Scholarly Society Journals

Disciplina
Preço Médio 2009
% Variação 08-09
% Variação 07-08
Agricultura
$286.00
14.40%
11.10%
Biologia
$472.07
8.80%
0.50%
Botanica
$225.67
9.00%
8.00%
Química
$2,021.00
7.60%
8.50%
Ciência Geral
$361.36
3.90%
5.70%
Geografia
$128.00
4.90%
5.20%
Geologia
$707.54
-16.30%
21.30%
Física
$276.00
-2.60%
10.20%
Tecnologia
$1,218.00
10.80%
-9.30%
Zoologia
$358.93
6.10%
14.30%

8 de dez de 2009

Golfinhos ameaçados se refugiam na fronteira com o Uruguai

Fonte: Guacira Merlin para o Globo Reporter



[...] Na Região Sul, noventa botos nadam nas águas perto dos molhes que ligam a lagoa dos patos ao mar. Desde a década de 1970 eles despertam o interesse dos pesquisadores do Museu Oceanográfico de Rio Grande.

"O objetivo principal da pesquisa é monitorar, a longo prazo, essa população, ou seja, saber até que ponto essa população está ameaçada ou não pela ação humana", explica o biólogo Pedro Fruet.

[...] Até o início deste século não havia riscos graves à sobrevivência desses animais. Então, eles começaram a aparecer mortos nas praias, em número cada vez maior. Foram 37 em apenas três anos. Três vezes mais do que acontecia antes.

"O número de redes de pesca aumentou muito, assim como o tamanho das redes. Então, os botos acabam caindo nas redes acidentalmente. Logicamente, os pescadores não querem matá-los, mas eles acabam morrendo por asfixia. Se pudéssemos sugerir alguma estratégia de conservação, simplesmente sugeriríamos que a pesca não acontecesse no primeiro quilômetro, desde a praia em direção ao mar", explica Pedro.

Um dos bichos avistados traz as marcas do encontro com os pescadores. "Ele ainda está com a rede malhada no corpo e a nadadeira está sendo cortada pelo náilon. Ele vai perder a nadadeira dorsal. Esperamos que continue vivo, mas a gente não sabe o que vai acontecer", diz o biólogo.

[...] As imagens de golfinhos mergulhando no litoral das Américas – como as registradas pelos pesquisadores brasileiros – são um bom presságio. Quem estuda o animal afirma: ele é um sentinela das águas. Enquanto estiver presente, há esperanças de se manter o equilíbrio entre o homem e a vida marinha.

Leia a reportagem completa AQUI.

7 de dez de 2009

Pagar por Acesso Aberto? Fluxos Institucionais de financiamento e encargos de publicações de Acesso Aberto

Um número crescente de entidades financiadoras estão introduzindo políticas de acesso livre (OA). Ao mesmo tempo, as editoras estão introduzindo opções de publicação OA. As instituições de pesquisa precisam considerar como responder a estes desenvolvimentos, incluindo a eventual introdução de fundos institucionais coordenados para o pagamento de taxas de publicação OA. Este artigo descreve a questão dos fundos institucionais para OA e resume a situação atual apresentando dados recém-coletados de instituições do Reino Unido. O artigo também descreve e apresenta dados sobre o trabalho realizado pela Universidade de Nottingham para introduzir e gerir um fundo institucional para OA. O documento identifica as lições aprendidas com a experiência de Nottingham, e apresenta uma série de sugestões para o desenvolvimento desta questão.

Baixe o artigo completo aqui
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3 de dez de 2009

Carbono Azul - O papel dos oceanos na remoção do carbono da atmosfera

No relatório "Blue Carbon - The Role of Healthy Oceans in Binding Carbon" recentemente publicado na Conferência Diversitas, produzido em colaboração entre a FAO, a Comissão Oceanográfica Internacional (IOC-UNESCO) e outras instituições, o papel fundamental dos ecossistemas oceânicos em manter o clima do planeta é destacado de forma a introduzir aos formuladores de políticas as iniciativas internacionais sobre mudanças climáticas.

Visite a página do Livro aqui.

Veja a versão interativa do livro aqui.

Baixe gratuitamente o relatório completo aqui ou aqui.

Leia a notícia original aqui.

25 de nov de 2009

Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação

A IUCN publicou o relatório The Ocean and Climate Change - Tools and Guidelines for Action (Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação), para ajudar os tomadores de decisões a compreender a importância dos oceanos no debate sobre o clima global - e os custos da falta de ação. O relatório fornece uma visão abrangente das estratégias de mitigação e adaptação disponíveis, bem como um claro conjunto de recomendações de ação.

Os oceanos são a reserva de calor mais importante do planeta, e absorve cerca de um terço do CO2 emitidos pelas atividades humanas. Os oceanos cobrem mais de setenta por cento da superfície do planeta, mas muito menos do que um por cento dos oceanos é efetivamente protegido. Os ecossistemas marinhos, como pântanos, recifes de coral e mangues estão entre os mais vulneráveis às alterações climáticas, e milhões de pessoas dependem destes ambientes como fonte de alimento, proteção, turismo e desenvolvimento.

O relatório recomenda os líderes mundiais a reduzir significativamente as emissões de CO2 e para definir metas de redução com base nos últimos estudos científicos sobre a acidificação dos oceanos e os ecossistemas marinhos. O relatório promove o uso de ecossistemas costeiros como sumidouros de carbono natural e estimula o desenvolvimento de fontes sustentáveis de energia renovável provenientes do ambiente marinho.

Leia a notícia original AQUI.

Baixe gratuitamente o relatório completo AQUI.

16 de nov de 2009

Fracasso no Atlântico

Mais uma ótima reportagem de Cristiane Prizibisczki para O Eco

Terminou com gosto amargo a 21ª Reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), realizada durante a última semana em Recife (PE). Na mesa de discussões estava em pauta a adoção de medidas mais duras de proteção a espécies marinhas severamente ameaçadas, como o atum-azul do Atlântico Leste, atum vermelho, tubarões, tartarugas e albatrozes. Mas o encontro, segundo ambientalistas, foi apenas mais uma mostra de que o ICCAT vem perdendo credibilidade como órgão regulador do manejo da pesca em alto-mar no Oceano Atlântico ao tomar medidas que pouco ou nada têm a ver com a conservação efetiva das espécies marinhas ameaçadas.

[...] A estação da pesca industrial do atum-azul foi reduzida de dois meses para um mês, no caso das frotas pesqueiras que utilizam grandes redes. Mesmo assim, alerta a não-governamental WWF, a captura está permitida no auge do período da desova da espécie, que vai de 15 de maio a 15 de junho e a capacidade excessiva das frotas industriais no Mediterrâneo não são controladas.

[...] No evento em Recife, quase todos os países que capturam o atum foram formalmente identificados pela ICCAT como infratores das regras, mas nenhum recebeu sanções mais severas. De concreto mesmo, ficou decidido que a quota de pesca desta espécie será diminuída de 19.500 toneladas para 13.500 toneladas anuais, e apenas em 2010.

A medida da ICCAT foi tomada mesmo depois de apelos de entidades ambientalistas pela proibição total da pesca e da apresentação de dois importantes estudos à Comissão. Um deles mostrou que mesmo que uma quota de oito mil toneladas fosse implementada com severidade, os estoques de atum-azul teriam apenas 50% de chance de se recuperarem até 2023. Outro estudo demonstrou que somente a interrupção total da pesca proporcionaria uma chance significativa de recuperar suficientemente as populações da espécie e de qualificar os estoques para que fossem novamente comercializados até 2019, mas com grandes restrições. Agora, a sobrevivência do atum depende, em grande parte, da proibição do comércio internacional. Em março do próximo ano, os países membro da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites) se reúnem para decidir se o atum-azul do Atlântico vai entrar ou não na lista do nível mais alto de restrições ao comércio.

Leia a reportagem completa no site do O Eco.

15 de nov de 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade

Fonte: BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil
Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.

É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no hemisfério sul.

As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.

A equipe de pesquisadores vinha estudando a área com uma sonda submarina construída para suportar grande pressão.

No ano passado, a mesma equipe registrou a presença de peixes a 7.700 metros - a maior profundidade em que peixes foram filmados até hoje, segundo a equipe.

Os animais haviam sido encontrados na Fossa do Japão, no Oceano Pacífico, ao norte do Equador.

Leia a notícia da BBC Brasil completa AQUI.

10 de nov de 2009

Redução de geleiras promovem blooms de fitoplâncton e aceleram a remoção de carbono atmosférico

Cientistas vêm observando o desenvolvimento de blooms de fitoplâncton em áreas de mar aberto recentemente expostas pelo rápido derretimento das calotas polares e de geleiras ao redor da Península Antártica. De acordo com os pesquisadores, estes blooms de fitoplâncton têm um impacto benéfico sobre o clima global com a retirada de gás carbônico da atmosfera -- com a morte do fitoplâncton, as células afundam para o fundo do mar, podendo armazenar carbono por milhares ou milhões de anos.

Em um recente artigo publicado na revista Global Change Biology, o Dr. Lloyd Peck e outros cientistas do British Antarctic Survey (BAS) estimam que este processo natural contribui para a remoção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de carbono da atmosfera para os oceanos a cada ano.

Os autores do artigo compararam registros de recuo de glaciares costeiros com registros da quantidade de clorofila no oceano. Eles descobriram que, nos últimos 50 anos, o degelo expôs uma área de pelo menos 24.000 km2 que têm sido colonizada por fitoplâncton. Segundo os autores, este bloom de fitoplâncton é o segundo maior processo natural que contribui contra as mudanças climáticas globais até agora descobertos (o maior é o crescimento de novas florestas em terras do Ártico).

Leia a notícia original AQUI.

Leia o artigo publicado na Global Change Biology:

PECK LS, BARNES DKA, COOK AJ, FLEMING AH, CLARKE A (2009) Negative feedback in the cold: ice retreat produces new carbon sinks in Antarctica. Global Change Biology. Doi: 10.1111/j.1365-2486.2009.02071.x

7 de nov de 2009

CBO'2010 Rio Grande - Inscreva-se com Antecedência


ATUALIZAÇÃO (01/Nov/2009)
Foram Prorrogadas as inscrições para o CBO'2010!
Os valores previstos até o dia 10 de Novembro serão mantidos até o dia 20 de Novembro!
Não perca esta chance e faça sua inscrição hoje mesmo!
Mais informações no website: http://www.cbo2010.com

5 de nov de 2009

Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO 2009) -- Faça já sua inscrição!


23 a 25 de Novembro de 2009

Embora o Brasil possua um programa estruturado nacionalmente e em implantação desde 1987, em decorrência da Lei nº7661/88 que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC, a gestão da Zona Costeira ainda enfrenta grandes dificuldades de implementação e operacionalização.

Nestes últimos anos diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Zona Costeira, início da exploração do Pré-sal, aumento do turismo nas áreas litorâneas, indefinição de fundos perenes para a conservação dos ecossistemas costeiros mais ameaçados pela ocupação desordenada, a perda alarmante de recursos naturais que afetam de forma permanente a produtividade primária, entre outros.

Os impactos sócio-ambientais desses novos fatos já são visíveis, com destaque para: aumento dos prejuízos sócio-econômicos, tormentas e inundações nas cidades costeiras e com os novos focos de erosão na linha de costa; doenças de veiculação hídrica devido à deficiência crônica na estrutura de saneamento básico; perda da biodiversidade e dos estoques pesqueiros devido à depredação e da exploração predatória dos recursos naturais; invasões e ocupações de espaços públicos, áreas de preservação permanente e áreas de risco, em decorrência da especulação imobiliária e a exclusão social urbana.

4 de nov de 2009

Comissão Trans-Atlântico I

No período entre 19 de Outubro e 22 de dezembro de 2009, está sendo realizada, pelos Navio-Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul e Navio Oceanográfico Antares a Comissão Oceanográfica Trans-Atlântico I, a qual contempla a realização de perfis transoceânicos de coleta de dados oceanográficos visando a identificação e o monitoramento das principais feições oceânicas e a obtenção de dados de valor estratégico atinentes à circulação e às massas d’água da bacia do Atlântico Sul, com aplicação direta em estudos climáticos e das características da propagação acústica. Cabe destacar que comissões dessa natureza propiciam conhecimento privilegiado do ambiente marinho oceânico, que incluiria o País no seleto grupo de países que realizam pesquisas oceanográficas de caráter global.

Em função do caráter inédito para a oceanografia brasileira, essa comissão configura-se em excelente forma de emprego do navio em prol da comunidade científica nacional, o que vai ao encontro das demandas por pesquisas que estão sendo atendidas a partir do convênio estabelecido entre a Marinha do Brasil (MB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o qual propiciou a aquisição do NHo Cruzeiro do Sul.

Adicionalmente, seguindo as recomendações da XXV Assembléia da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), realizada no período de 16 a 25 de junho, a comissão também configura-se como contribuição do País aos eventos comemorativos que marcarão o cinquentenário da COI.

Leia a notícia original na página da Comissão Trans-Atlântico I AQUI.

Alta mortalidade de sardinhas em praia no Pará



O vídeo acima da UOL Notícias mostra uma grande quantidade de peixes mortos na Praia do Crispim no Pará, ao sul da foz do Amazonas (veja a localização no mapa abaixo). A notícia mostra dois fatos interessantes sobre este fenômeno:
  1. Somente sardinhas mortas foram observadas na praia, e
  2. De acordo com o representante da prefeitura entrevistado, "este fenômeno está acontecendo há quatro anos, só que este ano aconteceu com uma maior densidade", com um aumento de 1000-1500 quilos nos anos anteriores para 5000 quilos este ano.
Se todas as informações da notícia estiverem corretas, este evento parece ocorrer anualmente e com somente uma espécie de peixe. Seria ótimo se algum pesquisador da região postasse comentários sobre este fenômeno aqui!


Localização da Praia do Crispim

1 de nov de 2009

Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral

Lançamento do ivro "Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral", dentro do Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnologia para el Desarrollo – CYTED.

Editado pela Universidade Católica de Valência e financiado pela rede CYTED, o livro tem a intenção de promover o desenvolvimento de metodologias para análise e predição de riscos naturais em áreas costeiras. O prof. Luiz Antonio Pereira de Souza (IPT-SP) e Michel M. Mahiques do IO-USP escreveram o capitulo 13 (GEOFÍSICA MARINA APLICADA AL ESTUDIO DE LOS RIESGOS GEOLÓGICOS LITORALES).

Faça o Download do Livro completo AQUI.

30 de out de 2009

MAR-ECO Atlântico Sul

O curso de Oceanografia, do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Universidade do Vale do Itajaí (CTTMar/UNIVALI), comunica que em 25/10/2009 teve início o primeiro cruzeiro científico do projeto MAR-ECO Atlântico Sul (SA  MAR-ECO).

O projeto é coordenado pelo Dr. José Angel Alvarez Perez (CTTMar - UNIVALI) e conta com a participação de cientistas do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, África do Sul, Namíbia, Nova Zelândia e Noruega. O SA MAR-ECO integra o programa mundial conhecido como Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life) e seu principal objetivo é estudar a biodiversidade profunda associada com a cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul.

29 de out de 2009

Veja a programação do IV Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010)


A programação do IV Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010) foi publicada no site do Evento. O congresso será um dos maiores em Oceanografia já organizados no Brasil: até o momento estão confirmados 26 workshops, 15 palestras, 11 mini-cursos e 5 cursos técnicos.

Além da presença de pesquisadores de diversas universidades brasileiras, o evento terá palestras e cursos com cientistas da Austrália, Espanha, Alemanha e Estados Unidos.

O evento ocorrerá de 17 a 21 de maio de 2010 no Centro Integrado de Desenvolvimento Oceânico e Costeiro - CIDEC-Sul, na cidade do Rio Grande (RS). Durante o evento estarão sendo comemorados os 40 anos de ensino de graduação em Oceanografia no Brasil, que teve início com a criação do curso de Oceanologia da FURG em 1970.

Abaixo está a lista de workshops, palestras e cursos do evento. Maiores informações sobre a programação podem ser obtidas no site do CBO'2010.

28 de out de 2009

Muda de siris azuis por demanda

O pesquisador Doug Watson da Universidade do Alabama e sua equipe de pesquisa acreditam ter identificado o receptor do hormônio de inibição da muda (MIH) no siri azul (que também ocorre no Brasil), uma proteína chave na via celular que controla a muda nestes animals. Eles estão testando um composto destinado a bloquear os receptores do MIH, na esperança de induzir a muda dos siris. Esta descoberta poderia revolucionar a indústria de "soft-crab shell" ("siri azul de casca mole").

Os siris azuis de casca mole são uma iguaria que é produzida no Atlântico norte somente durante o final da primavera e início do verão, quando estes crustáceos estão naturalmente fazendo a muda. A muda é o processo natural de crescimento dos crustáceos no qual o exoesqueleto é renovado. Os "siris moles" são coletados durante o processo de muda, quando a carapaça ainda está bastante flexível, e portanto fácil de comer.

Apesar de estar limitada pelo ciclo anual de muda do siri azul, a indústria da pesca do "siri azul mole" está avaliada em quase US$ 50 milhões por ano no sul dos Estados Unidos. A capacidade de manipular muda, ou estimular a muda de acordo com a demanda do mercado, poderia fazer o siri azul mole estar disponível aos consumidores durante todo o ano, aumentando potencialmente o impacto global deste setor da economia.

Leia a notícia Completa AQUI.

27 de out de 2009

Acidificação dos oceanos afeta o desenvolvimento de moluscos

Credit: Stephanie Talmage
Um recente estudo publicado por pesquisadores da Stony Brook University's School of Marine and Atmospheric Sciences na revista Limnology & Oceanography demonstrou que o aumento relativamente pequeno na acidez dos oceanos provocado pelos elevados níveis de dióxido de carbono podem ter efeitos prejudiciais sobre o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência de moluscos como mariscos, vieiras e ostras.

Os autores deste estudo observaram que a fase larval das espécies de moluscos são extremamente sensíveis ao aumento dos níveis de dióxido de carbono na água do mar. Este importante estudo sobre os efeitos da acidificação dos oceanos em moluscos será publicado na edição de novembro da revista Limnology & Oceanography.

Durante o século passado, os oceanos absorveram cerca de metade do dióxido de carbono da atmosfera proveniente de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis. À medida que os oceanos absorvem o dióxido de carbono, estes se tornam mais ácidos e com uma menor concentração de carbonato, que animais como moluscos utilizam para produzir suas conchas (feitas principalmente de carbonato de cálcio).

Em experimentos de laboratório, os autores investigaram o crescimento e a sobrevivência de larvas de três espécies de moluscos comercialmente e ecologicamente importantes. As larvas foram mantidas em recipientes com dióxido de carbono dissolvido em diferentes níveis na gama de concentrações projetadas para ocorrer nos oceanos durante o século 21. Sob concentrações de dióxido de carbono estimadas para ocorrer no final do século, as larvas demonstraram um declínio de mais de 50% na sobrevivência, e uma redução no tamanho e na taxa de crescimento.

Leia o Artigo aqui:
Talmage, Stephanie C., and Christopher J. Gobler. 2009. The effects of elevated carbon dioxide concentrations on the metamorphosis, size, and survival of larval hard clams (Mercenaria mercenaria), bay scallops (Argopecten irradians), and Eastern oysters (Crassostrea virginica). Limnology & Oceanography.
http://www.aslo.org/lo/pdf/vol_54/issue_6/2072.pdf

Leia a notícia original de Leslie Taylor Aqui.

25 de out de 2009

AGU 2010 Joint Assembly - Foz do Iguaçu Brasil



Mensagem do Comitê Organizador da AGU JA2010:
Em Agosto de 2010 será realizada, pela primeira vez na história, uma Assembléia Conjunta da American Geophysical Union no hemisfério sul. Trata-se de uma reunião bi-anual intinerante, congregando diferentes áreas das ciência planetárias. Na América do Norte e Europa tem se constituido em um forum dos mais importantes na Oceanografia, não somente Física e Geológica, mas também Química e Biológica. Seria interessante se fizéssemos o mesmo na América do Sul.

Considere a possibilidade de propor uma sessão sobre assunto pertinente à sua área de pesquisa. deadline para proposta de sessões: Dezembro/2009.

Aos estudantes e jovens cientistas, informamos que o Comitê Organizador está tentando motivar diferentes fontes de financiamento para ajuda à participação de estudantes e jovens cientistas brasileiros.

Para mais informações visite a página do evento:
http://www.agu.org/meetings/ja10/index.php

24 de out de 2009

Biocombustíveis podem liberar mais gases de efeito estufa do que combustíveis fósseis

Image by Chris Neill, MBL
Dois artigos recentemente publicados na revista Science jogaram um balde de água fria sobre a promessa dos biocombustíveis de segunda geração derivados da celulose (partes lenhosas das plantas).

Um dos estudos foi feito por Jerry Melillo do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, que já desenvolveu pesquisas no Brasil. Este estudo sugere que as mudanças na forma como usamos a terra em conseqüência de cultivo para os biocombustíveis não são levadas em conta -- se fossem, seria mostrado que os biocombustíveis na realidade causam a liberação de mais gases de efeito estufa do que os combustíveis fósseis. As emissões de óxido nitroso com o aumento da utilização de adubos são uma grande parte deste problema.

No segundo artigo, Timothy Searchinger da Universidade de Princeton e um grupo de colegas de apontam falhas na maneira que as emissões de carbono são contabilizadas. Os autores comentam que  a afirmação de que os combustíveis feitos a partir de biomassa podem ser contados como carbono neutro é errada.

Leia os artigos científicos aqui:

Melillo, J.M. et al. 2009. Indirect Emissions from Biofuels: How Important? DOI: 10.1126/science.1180251

Searchinger, T.D. et al 2009. Fixing a Critical Climate Accounting Error. DOI: 10.1126/science.1178797

Leia o artigo original completo de Katharine Sanderson aqui.

21 de out de 2009

Pesticidas revelam a origem de Atuns-azuis



Uma descoberta relativamente recente, as populações de Atuns-azuis do Atlântico dividem-se em duas ao longo de cada lado do meridiano 45° Oeste. Esta descoberta tem implicações para o gerenciamento dos estoques desta espécie comercialmente importante, pois cientistas e gestores de pesca podem utilizar esta informação para rastrear o local de nascimento destes peixes. Os dois métodos mais utilizados por pesquisadores para identificar a origem destes peixes são a localização por satélite através de tags e sinais de isótopos de otólitos (ossos do ouvido) destes peixes. Agora, em uma recente publicação no jornal Environmental Science & Technology pesquisadores relatam um marcador diferente para se determinar a origem geográfica de Atuns-azuis: Pesticidas e PCBs.

Os resultados deste trabalho confirmam os achados anteriores (utilizando localização por satélite e otólitos) que cerca de dois terços do atum pescado no Atlântico norte poderia ser da população oriental. O novo método indica que 33-83% dos juvenis de Atuns-azuis capturados no Atlântico norte têm origens orientais, e que a mistura dentro de um campo de alimentação varia com o tempo e espaço.

Desenvolvido por Rebecca Dickhut do Virginia Institute of Marine Science (VIMS) e seus colegas, o método usa a proporção de dois PCBs (PCB153 e PCB187, ambos as quais são predominantes em amostras de tecido de Atum) para dois compostos de clordano (trans e cis-Nonacloro). A equipe encontrou diferentes proporções de compostos de clordano para PCB nos peixes do Mediterrâneo e no oeste do Atlântico Norte (onde a população está criticamente ameaçada). Eles determinaram que as relações mudaram após cerca de um ano com a migração dos peixes, pois esses animais tendem a incorporar estes contaminantes no corpo com o crescimento.

Acesse aqui o Artigo de Rebecca M. Dickhut e Colaboradores.

Clique aqui para ver o artigo Original de Naomi Lubick. Crédito da foto: Ken Neill (no mesmo artigo)

18 de out de 2009

Evento sobre oceano profundo terá transmissão gratuita na internet



O MAR-ECO sediará o evento "2009 A Deep Ocean Odyssey" em 21 de Outubro de 2009 em Kristiansand, na Noruega. O evento será realizado com universitários e estudantes de ensino médio, e contará com quatro palestras sobre ciência popular, música ao vivo, slide shows e muitas outras atrações.

O acesso ao webcast (vídeo ao vivo) do evento será gratuito! Para acessar o webcast, visite esta página e escolha a qualidade de recepção do vídeo. O evento ocorrerá dia 21 de Outubro das 8:00 as 10:00am (horário de Brasília). A transmissão do evento via internet estará disponível em Inglês. Para mais informações, visite o endereço abaixo.

http://grimstad.uia.no/mareco

15 de out de 2009

Teste de Acidez -- Assista de graça o filme sobre acidificação dos oceanos



ACID TEST ("Teste de Acidez") foi um filme produzido pela NRDC (Natural Resources Defense Council dos Estados Unidos) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o problema da acidificação dos oceanos, que representa um desafio fundamental para a vida nos oceanos e para a saúde de todo o planeta. Assim como o aquecimento global, a acidificação do oceanos é resultado do aumento de dióxido de carbono na atmosfera desde o início da Revolução Industrial.

Os principais especialistas sobre o problema (muitos dos quais aparecem no filme e nos vídeos extras abaixo) acreditam que é possível reduzir a poluição e o aquecimento global, melhorar a saúde geral dos nossos oceanos, e evitar danos graves ao nosso mundo, mas só se agirmos de forma rápida e decisiva.


9 de out de 2009

9th CARAH no Brasil -- Não deixe de participar!



A IX Conferência Internacional sobre Recifes e Habitats Artificiais (CARAH) ocorrerá em Curitiba, Paraná, no campus principal da Universidade Positivo de 8-13 de Novembro de 2009. Esta é a primeira vez que o CARAH será realizado no hemisfério sul, e a escolha do Brasil para ser a sede deste evento demonstra a importância do nosso país na pesquisa de recifes artificiais.

O CARAH é uma oportunidade para a integração de cientistas de várias disciplinas relacionadas ao estudo do meio ambiente, oferecendo uma plataforma para a exposição de idéias e novas perspectivas neste campo relativamente novo de ecologia aquática.

Informações retiradas da página do evento:
ESTUDANTES BRASILEIROS RECEBERÃO BÔNUS PARA PARTICIPAR DO 9th CARAH!!
Como o CARAH é um evento de caráter mundial que só acontece de 4 em 4 anos, além de ser a primeira vez que este evento ocorre em um país do hemisfério sul, nada mais justo que promover a participação de estudantes brasileiros!

LEMBRE-SE: O EVENTO É EM INGLÊS

Os primeiros 200 estudantes brasileiros que se inscreverem no 9th CARAH receberão um desconto exclusivo para participar do evento. O valor da inscrição fica em R$200,00 (duzentos reais). PARTICIPE!!

O Fim da Linha - Como prevenir o fim do pescado até 2048?


Imagine um oceano sem peixes. Imagine suas refeições sem frutos do mar. Imagine as conseqüências globais. Este será nosso futuro, se não pararmos para pensar e agir.

The End of the Line, um documentário revelando o impacto da pesca excessiva sobre os nossos oceanos, estreiou mundialmente no Festival de Cinema de Sundance em Park City, Utah (Estados Unidos), em 15-25 de Janeiro de 2009.

No filme podemos ver em primeira mão os efeitos devastadores da sobrepesca sobre o ecossistema marinho.

O estudo analisa a iminente extinção do atum "bluefin", provocada pela crescente demanda ocidental por sushi, o impacto sobre a vida marinha, resultando em uma superpopulação de água-vivas, e as profundas implicações de um mundo futuro sem peixe que resultaria em fome em massa.

Filmado durante dois anos, The End of the Line segue o repórter investigativo Charles Clover como ele enfrenta os políticos e donos de restaurantes famosos, que exibem pouca preocupação com os danos que estão fazendo para os oceanos.

Filmado em todo o mundo - desde o estreito de Gibraltar até à costa do Senegal e do Alasca para o mercado de peixe de Tóquio - The End of the Line é um despertar para o mundo, apresentando entrevistas com os melhores cientistas da área, pescadores locais e funcionários de agências reguladoras de pesca.

7 de out de 2009

Relatório prevê como será o planeta em 2025

"Global Trends 2025: A Transformed World" é o quarto relatório não confidencial preparado pelo National Intelligence Council (NIC) dos Estados Unidos analisando como as principais tendências globais atuais poderão se desenvolver ao longo dos próximos 15 anos.

Algumas das avaliações preliminares que se destacam são:
  • Todo o sistema internacional constituído após a Segunda Guerra Mundial será alterado. Não só Brasil, Rússia, Índia e China terão um lugar entre os países dominantes da economia mundial, como também vão trazer novos desafios e regras.
  • A transferência de riqueza do oeste para leste em curso continuará no futuro.
  • Crescimento econômico sem precedentes, juntamente com 1,5 bilhões de pessoas, vai colocar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais (sobretudo de energia, alimentos e água), aumentando o espectro da escassez com a demanda superando a oferta.
  • O potencial de conflito vai aumentar em parte devido à turbulência política na maior parte do Oriente Médio.
Baixe o relatório completo gratuitamente AQUI.

6 de out de 2009

Oceanos esquecidos

Autor: Cristiane Prizibisczki
Fonte: http://www.oeco.com.br


Ótima matéria de Cristiane Prizibisczki  publicada no O Eco. Leia o artigo completo AQUI.

O Ministério do Meio Ambiente divulgou na última semana, durante o 6º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), os novos números de áreas marinhas protegidas no país. Atualmente, 1,46% dos cerca de 4,5 mil quilômetros quadrados de oceanos sob jurisdição brasileira estão sob proteção. Há um ano, esse número não passava de 0,5%.

Apesar do salto, a decretação de novas unidades não é sinônimo de preservação. No mesmo relatório que estampa tal porcentagem também é possível verificar que, deste total, 0,15% são Reservas Extrativistas, 0,11% Parques estaduais ou federais, 0,02% Reservas Biológicas e apenas 0,01% Estações Ecológicas. A maior parcela (1,17%) é de Área de Proteção Ambiental (APA), categoria mais permissiva do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), onde impactos ambientais são admitidos na ausência de zoneamento específico.




[...] Para reservas marinhas, que são propriedade apenas da União, este aspecto melhora um pouco. Mas não deixa de ser frágil, já que não leva em conta aspectos muito importantes para a preservação, como os “corredores marinhos”, que deveriam existir, assim como os corredores florestais, para conectar a biodiversidade local.

30 de set de 2009

Novo livro da UNEP sobre mudanças climáticas disponível de graça para download

O "Climate Change Science Compendium" é uma revisão de cerca de 400 importantes contribuições científicas para a compreensão dos sistemas terrestres e do clima que foram produzidos ao longo dos últimos três anos, desde o encerramento das investigações para consideração no quarto relatório de avaliação do IPCC.

Através de sua visão geral das últimas ciência definitivo, o "Climate Change Science Compendium" reafirma a forte evidência descrita no quarto Relatório de Avaliação do IPCC de que a mudança climática continua em ritmo acelerado. Na realidade, este relatório mostra que a mudança climática está acelerando a um ritmo muito mais rápido do que se pensava anteriormente pelos cientistas. Novas evidências científicas sugerem importantes pontos de ruptura já podem ter sido alcançados ou mesmo ultrapassados, levando a alterações irreversíveis nos ecossistemas terrestres.

Faça o download gratúito do livro completo AQUI.

29 de set de 2009

Descoberto como peixes elétricos controlam o "choque"

Alguns peixes de água doce presentes na América do sul e central são capazes geram eletricidade. Os campos elétricos são utilizados por estes peixes para navegação, luta e para atrair parceiros. Entretanto, a geração de eletricidade por estes peixes pode atrair predadores, além de requer um alto investimento energético. Por isso estes peixes são capazes de controlar os sinais elétricos que emitem para cima ou para baixo de forma bastante rápida.

Uma recente publicação na PLoS Biology de 29 de setembro, pesquisadores americanos investigaram como peixes elétricos regulam seus campos elétricos. De acordo com o artigo, a alteração dos impulsos elétricos é feita na forma de canais de sódio em membranas das células especiais (chamadas electrócitos) dentro dos órgãos elétricos. Quando mais canais de sódio estão presentes na membrana celular, maior o impulso elétrico emitido. Os pesquisadores também observaram que o processo está sob controle endócrino, apresenta variações circadianas (dia-noite) e que os campos elétricos podem mudar rapidamente durante encontros sociais.

Leia o artigo completo AQUI.

28 de set de 2009

Tudo que você sempre quis saber sobre as DHT's mas tinha medo de perguntar...

A mensagem abaixo foi enviada para listas de e-mail pelo Oceanógrafo Rafael Paes Leme, formado em 2006 na UERJ, e que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), atualmente ligado à Secretaria Especial de Portos (SEP), da Presidência da República. Devido à importância das DHT's (veja um modelo de DHT aqui) para os oceanógrafos brasileiros, estamos publicando a mensagem completa do Rafael aqui.

Na semana passado enviei um email para todos os contatos de Oceanógrafos que eu tinha, relatando sobre um documento que tinha chegado em minhas mãos aqui no Instituto. O Secretário da AOCEANO, Fernando Diehl, havia enviado um documento para o Ministro da SEP, Sr. Pedro Brito, requerendo que este reconhecesse a AOCEANO como entidade representativa dos Oceanógrafos, e as DHT’s (Declaração de Habilidade Técnica) emitidas pela AOCEANO, no âmbito do Ministério, assim como já vem fazendo uma série de órgãos ambientais estaduais.

O Ministro Pedro Brito enviou esse documento para o INPH para que o Diretor do Instituto desse seu parecer. E como sou Oceanógrafo e trabalho neste Instituto, este documento chegou também até minhas mãos, onde meu diretor pediu minha opnião sobre a AOCEANO e sobre as DHT’s. Como até então eu desconhecia o que era uma DHT, enviei um email para todos os meus contatos, perguntando a opnião dos amigos sobre o assunto.

O email que enviei foi repassado para vários outros Oceanógrafos no Brasil, inclusive chegando até o Sr. Fernando Diehl, autor do documento, que entrou em contato comigo afim de explicar melhor a situação.

Com as várias resposta que recebi dos caros colegas, pude perceber que a maioria não sabe do que se trata, e alguns já tem alguma noção, mas que ainda há muitas dúvidas sobre as DHT’s.

Então, diante de tudo o que foi escrito pra mim por diversos colegas Oceanógrafos e do que o próprio Fernando me falou, gostaria de esclarecer melhor o que é um DHT.

Gostaria de primeiro frisar o fato de que há uma notícia sobre isso no site da AOCEANO, e que muito já faz entender, mas creio que a maioria de nós não tinha lido ainda. Essa notícia está transcrita a seguir:

27 de set de 2009

Exploração oceânica - Palestra de Robert Ballard

O explorador dos mares Roberto Ballard nos leva em uma viagem desconcertante a mundos submarinos escondidos, aonde ele e outros pesquisadores estão encontrando vida, recursos naturais e até mesmo novas montanhas. Ele faz a defesa da exploração séria e do mapeamento.

Este vídeo possui legenda em português disponível no site ted.com.

26 de set de 2009

12th International Coral Reef Symposium



First Announcement
James Cook University and the Australian Research Council (ARC) Centre of Excellence for Coral Reef Studies warmly welcome you to Cairns, Australia for the 12th International Coral Reef Symposium (ICRS) from 9 - 13 July 2012.

Held every four years, the ICRS is the world's largest and most important coral reef meeting bringing together coral reef scientists, graduate students, resource managers, and policy makers. ICRS 2012 is expected to attract more than 2,000 delegates from 80 countries.

Over 2,000 talks and posters will be presented on major themes including Climate Change, Reef Ecology, Conservation Planning, Fish and Fisheries, Genomics, Management Tools, The Coral Triangle Initiative, and the Human Dimension of Coral Reefs. Proposals for mini-symposia will be solicited in early 2010 and abstract submission will be from mid-2010.

Activities at ICRS 2012 will include a comprehensive program to showcase the latest coral reef science, a trade exhibition, and field trips to the World Heritage listed Great Barrier Reef. Exciting and culturally significant Australian social events are planned.
Venue
Cairns is a cosmopolitan city and a premier destination for visiting the spectacular Greet Barrier Reef and Australia's tropical rainforests.

The award winning Cairns Convention Centre, renowned for its unique environmental design, is only ten minutes from the Cairns International Airport and within easy walking distance of an extensive choice of suitable accommodation, cafes, bars and restaurants.
Field Trips
The Symposium's tradition of conducting scientific field trips before and after the event will continue in 2012 with trips to the Great Barrier Reef:

For further information about attending or sponsorship opportunities, visit www.icrs2012.com or e-mail sponsorship@icrs2012.com.
James Cook UniversityARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies International Society for Coral Studies

25 de set de 2009

Oceanografia no ano 2025

Em Janeiro de 2009, o Ocean Studies Board do National Research Council dos Estados Unidos, em resposta a um pedido do Escritório de Pesquisa Naval, conduziu o workshop "A Oceanografia no ano 2025".

O objetivo deste seminário foi reunir cientistas, engenheiros e tecnólogos para explorar futuras direções da oceanografia, com ênfase nos processos físicos. O foco do evento foi em pesquisa e necessidades tecnológicas, tendências e obstáculos que possam ter impacto no domínio da oceanografia ao longo dos próximos 16 anos, e destacou as algumas áreas específicas de interesse: processos oceanográficos de sub-mesoscala, interação atmosfera-oceano, pesquisa básica e aplicada, instrumentação e veículos, infra-estrutura oceanográfica, e educação.

Para orientar os trabalhos e discussões da unidade, quatro questões foram colocadas aos participantes:
Que questões científicas poderão ser respondidas?
O que permanecerá sem resposta?
Que novas tecnologias poderiam ser desenvolvidas?
Como a pesquisa oceanográfica será conduzida?

Baixe o livro completo AQUI.

24 de set de 2009

Lasers do Espaço mostram a redução das camadas de gelo na Groelândia e Antártica


A imagem mais detalhada da redução rápida das geleiras ao longo do litoral da Antártida e Groenlândia foi criada usando lasers em satélites. Os resultados são um importante passo na busca de previsões mais precisas para futuro aumento do nível do mar.

Em reportagem publicada esta semana na revista Nature, pesquisadores do British Antarctic Survey e da Universidade de Bristol descrevem como a análise de milhões de medições das camadas de gelo na Antártida e Groenlândia através de um satélite da NASA mostraram que a maior perda de gelo é resultado da aceleração do fluxo das geleiras em direção ao mar.

Os autores concluem que essa "dinâmica de afinamento" das geleiras agora atinge todas as latitudes na Groenlândia, intensificou ao longo do litoral da Antártida, está penetrando no em direçào ao interior e está se espalhando nas plataformas de gelo.

Leia a notícia completa AQUI.

23 de set de 2009

Fóssil Vivo - Nova espécie de Quimera é Descoberta no Pacífico


Uma nova espécie de Quimera (chamada Eastern Pacific black ghostshark [Hydrolagus melanophasma]), foi descrita na edição de setembro da revista internacional Zootaxa. Esta é a primeira espécie de peixe cartilaginoso descrito em águas da Califórnia (EUA) desde 1947.

Quimeras (também chamadas de ratfish, rabbitfish ou ghostsharks) são um dos grupos mais antigos e mais enigmáticos de peixes vivos. É um grupo próximo dos tubarões, mas sua linhagem evolutiva ramificou-se de tubarões quase 400 milhões de anos atrás, e mantiveram-se como um grupo isolado desde então. Assim como os tubarões, as Quimeras têm esqueletos compostos de cartilagem e os machos possuem estruturas especiais chamadas claspers para fertilização interna de fêmeas.

Ao contrário dos tubarões, as Quimeras do sexo masculino também possuem apêndices sexuais retráteis na testa e na frente das barbatanas pélvicas, e possuem um único par de brânquias. A maioria das espécies possue um espinho levemente venenoso na frente da nadadeira dorsal. De acordo com o registro fóssil do grupo, Quimeras já foram muito diversas e abundantes. Elas sobreviveram até a idade de dinossauros de forma quase inalterada, mas hoje estes peixes são relativamente raros e geralmente estão confinadas às águas profundas do oceano.

Esta nova espécie pertence ao gênero Hydrolagus, encontrado em águas profundas da costa do sul da Califórnia, ao longo da costa oeste da Baja Califórnia, e no Mar de Cortez (Golfo da Califórnia). Esta nova espécie foi inicialmente coletada em meados dos anos 1960, mas não foi formalmente identificada até este ano pois suas relações taxonômicas não eram claras. Além dos nove espécimes desta espécie conservados em museus, cientistas possuem vídeos desta espécie capturados por um submersível de águas profundas no Mar de Cortez.

Leia a notícia completa AQUI.

Leia o artigo AQUI.

21 de set de 2009

Novas espécies de Poliquetas são descobertas em carcaças de Baleia

Baleias mortas constituem uma fonte de alimento imprevisível - é impossível saber quando e onde uma baleia vai morrer. Mesmo assim existem espécies marinhas que se especializaram em se alimentar de cadáveres de baleia.

Este comportamento foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, que estudaram o ecossistema em torno de baleias mortas usando câmeras subaquáticas. Uma baleia morta é uma enorme fonte de nutrientes - um cadáver oferece a mesma quantidade de nutrientes que normalmente é transferida da superfície até o fundo do mar em 2000 anos. Uma carcaça de baleia é de grande utilidade para inúmeras espécies: por exemplo, em primeiro tubarões e lampréias se alimentam, e em seguida, diversos organismos se alimentam do esqueleto.

Poliquetas são um grupo de animais comumente encontrados em esqueletos de baleia. Algumas espécies de poliquetas são tão especializadas em se alimentar de baleias mortas que teriam problemas de sobrevivência em outros lugares. Um exemplo são espécies do gênero Osedax, que utiliza o seu sistema radicular para penetrar nos ossos de baleias em busca de alimento. Outras espécies se especializam em comer as espessas camadas de bactérias que rapidamente se formam ao redor dos ossos.

Uma dissertação do Departamento de Zoologia da Universidade de Gotemburgo, descreveu através de análises moleculares nada menos que nove espécies de poliquetas associadas à carcaças de baia previamente desconhecidas. Estas espécies foram descobertas em carcaças de baleias na Suécia e na Califórnia (EUA), e as análises de DNA mostraram que existem várias espécies crípticas que antes eram consideradas cosmopolitas (que habitam diversas áreas do planeta). O trabalho mostra que a adaptação a uma vida em cadáveres de baleia ocorreu em espécies com diferentes caminhos evolutivos e em vários pontos no tempo.

Leia a notícia completa AQUI.

Baixe a tese completa AQUI.

O Clima em Risco - Um guia popular para os relatórios do IPCC

"O Clima em Risco - Um guia popular para os relatórios do IPCC" apresenta as informações mais importantes do relatório de 2007 sobre Mudança do Clima do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática com uma linguagem e estrutura simplificada. O guia é destinado a leitores leigos e foi publicado pela GRID-Arendal e SMI Books, com o apoio da Pollution Control Authority da Noruéga, e o Environmental Protection Agency da Suécia.


Baixe o livro completo AQUI.

20 de set de 2009

Deltas de rios estão afundando devido à atividade humana

Fonte: physorg.com
Um novo estudo liderado pela Universidade do Colorado indica que a maioria dos deltas baixos de rios estão afundando devido à atividade humana, tornando-os cada vez mais vulneráveis às enchentes e as tempestades oceânicas e colocando dezenas de milhões de pessoas em risco em todo o mundo.

Em 2007 o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas concluiu que os deltas de muitos rios estão vulneráveis ao aumento do nível do mar. O novo estudo indica que fatores humanos estão causando os deltas a afundar significativamente. Os pesquisadores concluíram o afundamento de deltas na Ásia, Índia e Américas é agravado pelo aprisionamento de sedimentos em reservatórios e barragens, canais artificiais e diques, e a acelerada compactação de sedimentos causada pela extração de água subterrânea e gás natural.

O estudo concluiu que 24 dos 33 grandes deltas do planeta estão afundando e que 85 por cento experimentaram graves inundações nos últimos anos, resultando na submersão temporária de aproximadamente 100.000 quilômetros quadrados de terra. Cerca de 500 milhões de pessoas vivem em deltas de rios espalhados pelo planeta.

Os autores prevêem que inundações de deltas podera aumentar em 50 por cento sob as atuais projeções de cerca de 50 centímetros de aumento do nível do mar até ao final do século como previsto no relatório de 2007 do IPCC. De acordo com o estudo, as inundações vão aumentar ainda mais com o aumento da captura de sedimentos por barragens e outros projetos de desvio de água, impedindo o crescimento e tamponamento dos deltas.

A equipe utilizou dados do satélite da NASA Shuttle Radar Topography Mission, que levou uma série de instrumentos de radar que varreram mais de 80 por cento da superfície da Terra durante uma missão de 12 dias do ônibus espacial Endeavour em 2000. Os investigadores compararam os dados SRTM com mapas históricos publicados entre 1760 e 1922.

19 de set de 2009

Investigadores encontram elevado número de bactérias termófilas no Oceano Ártico


Uma equipe de cientistas da Universidade de Calgary detectou um elevado número de bactérias termófilas (tolerantes ao calor) nos sedimentos congelados do Oceano Ártico próximo à ilha norueguesa de Spitsbergen. Os esporos destas bactérias podem fornecer uma oportunidade única para se traçar escoamentos de fluidos de ambientes quentes abaixo do fundo do mar, possivelmente apontando para novos reservatórios de petróleo fora da costa.

Estas bactérias termófilas estão presented nos sedimentos do Oceano Ártico como esporos - formas latentes capazes de suportar condições adversas por longos períodos. Incubações experimentais à 40 a 60 graus Celsius foram capazes de reviver estes esporos do Ártico, que parecem ter sido transportados de pontos quentes profundos.

Leai a notícia completa Aqui.

18 de set de 2009

Nova espécie de peixe é descoberta na Bahia

Fonte: G1, com informações do Jornal Nacional



O peixe foi capturado durante uma viagem de pesquisa do projeto Tamar. Os técnicos testavam anzóis circulares, que podem ser usados sem o risco de matar tartarugas marinhas, quando o animal foi fisgado. Ele estava a cerca de mil metros de profundidade quando foi capturado.

“Quando vi o bicho e tomei aquele susto cai logo na água para filmar”, diz o coordenador do projeto Tamar, Guy Marcovaldi, que fez imagens inéditas do peixe com vida quando se aproximava da superfície. O peixe estava a quase mil metros de profundidade.

Os pesquisadores calculam que a costa brasileira abriga pelo menos 150 espécies de peixe ainda desconhecida da ciência. As descobertas mais recentes foram de pequenos animais. Do porte desse peixe foi a primeira vez - o espécime pesa cerca de 40 quilos e tem 1,83m de comprimento.

O oceanógrafo Claudio Sampaio, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) confirma que se trata de uma nova espécie. “A gente encontrar uma espécie como essa, totalmente nova para a ciência, é uma jóia rara. Um peixe que jamais foi visto pelo homem, é uma preciosidade”, diz Sampaio. “Provavelmente vai ser uma grande surpresa mundial."

O peixe fará parte do acervo do Museu de Zoologia da UFBA.

Leia a notícia completa AQUI.

16 de set de 2009

Pesquisadores confirmam o papel essencial da desnitrificação nos oceanos


Depois de mais de uma década de investigação, um time de cientistas de Princeton, liderado equipe de cientistas virou o jogo em uma longa controvérsia para restabelecer a verdade um velho sobre a mistura de nitrogênio nos oceanos.

Por décadas, os cientistas pensavam que tinham a resposta para o funcionamento de um intrincado mecanismo natural conhecido como o ciclo do nitrogênio, essencial para a manutenção da vida na Terra.

Neste processo, o nitrogênio circula entre os solos, oceanos e a atmosfera. Em condições anaeróbicas (baixo nível de oxigênio) observadas em vastas extensões de sedimentos oceânicos e em algumas poucas regiões importantes do oceano aberto, as bactérias agem como "desnitrificadoras", executando a tarefa crucial de converter nitrato em gas de nitrogênio, que completa o ciclo retornando à atmosfera.

Em 1995, um grupo de cientistas holandeses que estudavam o ciclo do nitrogênio no processo de tratamento de esgoto chegaram à conclusão de que um novo processo, que chamaram de oxidação anaeróbia ou "anammox" que envolve diferentes bactérias, era o principal responsável pela remoção do nitrogênio em ambientes anaeróbicos. Eles observaram que o mesmo mecanismo presente nos processo de tratamento de esgotos também ocorria em ambientes anaeróbicos marinhos. Este grupo de pesquisadores sugeriu então que a desnitrificação não desempenham o papel principal que se pensava no ciclo do nitrogênio nos oceanos.

Esta foi uma proposta controversa que não foi aceita por muitos pesquisadores.

Agora, uma equipa de pesquisadores da Universidade de Princeton apresentaram dados que restabelecem a desnitrificação como o principal ator no retorno do nitrogênio dos oceanos para a atmosfera.

Leia a reportagem completa aqui.

Leia o artigo publicado na revista Nature Aqui.

15 de set de 2009

O impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas


Estudo mostra que é possível aumentar significativamente a área agrícola no país respeitando-se o Código Florestal e sem desmatar a Amazônia e o Cerrado desde que haja uma política efetiva de incentivo à conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas

Porém, se tudo continuar como hoje, deve haver desmatamento no Cerrado de aproximadamente 10 milhões de hectares nos próximos 10 anos para a produção de grãos e cana-de-açúcar.

O documento intitulado Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas relaciona o crescimento de demanda por biocombustíveis com a expansão agrícola no Brasil, quantificando a área e apontando as regiões de expansão.

14 de set de 2009

Journals Ranked by Impact: Oceanography

A tabela abaixo compara os fatores de impacto dos principais jornais em Oceanografia em três períodos. A classificação dos jornais (coluna "Rank") é baseada nos fatores de impacto de 2008 publicados na última edição do Journal Citations Report. Leia a notícia completa aqui.

Fonte: SCI-BYTES Journals Ranked by Impact: Oceanography

Rank Fator de Impacto 2007 Impacto 2004-08 Impacto 1981-2008
1 Oceanog. & Marine Bio.
(3.62)
Limnology & Oceanography
(7.16)
Oceanog. & Marine Bio.
(69.81)
2 Paleoceanography
(3.39)
Oceanog. & Marine Bio.
(6.55)
Deep-Sea Res. Pt. A
(41.29)
3 Limnology & Oceanography
(3.28)
Marine Chemistry
(6.44)
Limnology & Oceanography
(38.08)
4 Marine Chemistry
(3.09)
Paleoceanography
(5.78)
J. Marine Research
(29.40)
5 Ocean Modelling
(2.61)
Deep-Sea Res. Pt. 1
(5.74)
Rev. Aquatic Sciences
(27.91)
6 Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(2.55)
Fisheries Oceanography
(5.43)
Paleoceanography
(25.70)
7 Fisheries Oceanography
(2.35)
Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(5.42)
Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(25.37)
8 J. Sea Research
(2.20)
Prog. in Oceanography
(5.42)
Netherlands J. Sea Res.
(25.09)
9 J. Phys. Oceanography
(2.19)
Marine Geology
(4.95)
Marine Chemistry
(24.64)
10 Limnol. & Ocean.-Meth.
(2.11)
J. Phys. Oceanography
(4.82)
Prog. in Oceanography
(24.31)

SeaWorld Research Institute pretende construir maior aquacultura em mar aberto dos Estados Unidos

By Terry Rodgers - La Jolla Light

Floating fish pens would be placed about five miles offshore.
COURTESY OF HUBBS SEAWORLD RESEARCH INSTITUTE

San Diego-based Hubbs SeaWorld Research Institute is currently pursuing government permits to build the largest offshore commercial fish farm in U.S. federal waters, just a few miles off La Jolla.

The project is intended to spur growth of the U.S. aquaculture industry, which has lagged far behind other countries in the production of commercial seafood.

When completed, the sea ranch off San Diego would include a network of 24 fish-rearing pens or "gravity cages" approximately five miles offshore of Mission Beach in water 100 to 300 feet deep.

The project will be installed in phases, beginning with eight floating pens measuring about 11,700 cubic yards, each large enough to hold about 125,000 fish.

When built out over five years, the floating ranch will cover approximately 30 surface acres of water. Initially, the pens will be used to feed or "grow out" hatchery produced striped bass fingerlings. Eventually, the species will be expanded to include Pacific halibut, California yellowtail and white sea bass. The goal is to produce as much as 6 million pounds of fish annually, three times the amount of seafood currently brought to the docks by commercial fishermen in San Diego County.

Read the full article here.

13 de set de 2009

Investing in Our Future: The Economic Case for Rebuilding Mid-Atlantic Fish Populations

Executive Summary

Rebuilding depleted fish populations must be a priority, both for the health of our ocean ecosystems and our coastal communities. The Magnuson-Stevens Fishery Conservation and Management Act, the primary law that governs our ocean fisheries, supports this by mandating an end to overfishing and rebuilding depleted fish populations within 10 years, if biologically possible.

Investing in Our Future: The Economic Case for Rebuilding Mid-Atlantic Fish PopulationsDelayed rebuilding has significant costs. Failure to immediately address overfishing and allow fish populations to rebuild as quickly as possible forgoes current economic benefits and may result in more costly regulations in the long–term. While delay imposes considerable costs, there are also important benefits to be gained from rebuilding. Previous studies found that rebuilding just 17 depleted fish populations would increase the economic value of these fisheries from $194 million to $567 million dollars.

This report provides new analysis of the potential economic benefits of rebuilding, focusing on four depleted fish populations in the Mid-Atlantic: summer flounder, black sea bass, bluefish and butterfish. The study estimates direct economic benefits by comparing status quo management scenarios with scenarios where populations would have been rebuilt by 2007.

If the four species had been rebuilt by 2007, commercial landings would increase by 48 percent, resulting in an additional $33.6 million per year (in 2007 dollars) in direct economic benefits in perpetuity. In the recreational sector, rebuilding these four fish populations would increase landings by 24 percent more per year than status quo management, with an economic value of approximately $536 million per year (in 2007 dollars) in perpetuity.

In sum, for both commercial and recreational fishing sectors, rebuilding populations of black sea bass, bluefish, butterfish and summer flounder by 2007 would have generated an additional $570 million per year in perpetuity in direct economic benefits. During a 5 year period, the accrued total would total $2.85 billion in economic benefit, a substantial contribution to the Mid-Atlantic economy and its coastal communities.

These direct economic benefits would have potential secondary impacts in the region through increased income, sales and jobs for related businesses such as bait and tackle shops, lodging and restaurants. Thus, the estimates reported here are conservative and the actual benefits are likely to be more expansive. These results provide analytical evidence that there is both significant value in rebuilding fish populations and foregone economic benefits from delaying rebuilding.


Download the full report here.