30 de set de 2009

Novo livro da UNEP sobre mudanças climáticas disponível de graça para download

O "Climate Change Science Compendium" é uma revisão de cerca de 400 importantes contribuições científicas para a compreensão dos sistemas terrestres e do clima que foram produzidos ao longo dos últimos três anos, desde o encerramento das investigações para consideração no quarto relatório de avaliação do IPCC.

Através de sua visão geral das últimas ciência definitivo, o "Climate Change Science Compendium" reafirma a forte evidência descrita no quarto Relatório de Avaliação do IPCC de que a mudança climática continua em ritmo acelerado. Na realidade, este relatório mostra que a mudança climática está acelerando a um ritmo muito mais rápido do que se pensava anteriormente pelos cientistas. Novas evidências científicas sugerem importantes pontos de ruptura já podem ter sido alcançados ou mesmo ultrapassados, levando a alterações irreversíveis nos ecossistemas terrestres.

Faça o download gratúito do livro completo AQUI.

29 de set de 2009

Descoberto como peixes elétricos controlam o "choque"

Alguns peixes de água doce presentes na América do sul e central são capazes geram eletricidade. Os campos elétricos são utilizados por estes peixes para navegação, luta e para atrair parceiros. Entretanto, a geração de eletricidade por estes peixes pode atrair predadores, além de requer um alto investimento energético. Por isso estes peixes são capazes de controlar os sinais elétricos que emitem para cima ou para baixo de forma bastante rápida.

Uma recente publicação na PLoS Biology de 29 de setembro, pesquisadores americanos investigaram como peixes elétricos regulam seus campos elétricos. De acordo com o artigo, a alteração dos impulsos elétricos é feita na forma de canais de sódio em membranas das células especiais (chamadas electrócitos) dentro dos órgãos elétricos. Quando mais canais de sódio estão presentes na membrana celular, maior o impulso elétrico emitido. Os pesquisadores também observaram que o processo está sob controle endócrino, apresenta variações circadianas (dia-noite) e que os campos elétricos podem mudar rapidamente durante encontros sociais.

Leia o artigo completo AQUI.

28 de set de 2009

Tudo que você sempre quis saber sobre as DHT's mas tinha medo de perguntar...

A mensagem abaixo foi enviada para listas de e-mail pelo Oceanógrafo Rafael Paes Leme, formado em 2006 na UERJ, e que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), atualmente ligado à Secretaria Especial de Portos (SEP), da Presidência da República. Devido à importância das DHT's (veja um modelo de DHT aqui) para os oceanógrafos brasileiros, estamos publicando a mensagem completa do Rafael aqui.

Na semana passado enviei um email para todos os contatos de Oceanógrafos que eu tinha, relatando sobre um documento que tinha chegado em minhas mãos aqui no Instituto. O Secretário da AOCEANO, Fernando Diehl, havia enviado um documento para o Ministro da SEP, Sr. Pedro Brito, requerendo que este reconhecesse a AOCEANO como entidade representativa dos Oceanógrafos, e as DHT’s (Declaração de Habilidade Técnica) emitidas pela AOCEANO, no âmbito do Ministério, assim como já vem fazendo uma série de órgãos ambientais estaduais.

O Ministro Pedro Brito enviou esse documento para o INPH para que o Diretor do Instituto desse seu parecer. E como sou Oceanógrafo e trabalho neste Instituto, este documento chegou também até minhas mãos, onde meu diretor pediu minha opnião sobre a AOCEANO e sobre as DHT’s. Como até então eu desconhecia o que era uma DHT, enviei um email para todos os meus contatos, perguntando a opnião dos amigos sobre o assunto.

O email que enviei foi repassado para vários outros Oceanógrafos no Brasil, inclusive chegando até o Sr. Fernando Diehl, autor do documento, que entrou em contato comigo afim de explicar melhor a situação.

Com as várias resposta que recebi dos caros colegas, pude perceber que a maioria não sabe do que se trata, e alguns já tem alguma noção, mas que ainda há muitas dúvidas sobre as DHT’s.

Então, diante de tudo o que foi escrito pra mim por diversos colegas Oceanógrafos e do que o próprio Fernando me falou, gostaria de esclarecer melhor o que é um DHT.

Gostaria de primeiro frisar o fato de que há uma notícia sobre isso no site da AOCEANO, e que muito já faz entender, mas creio que a maioria de nós não tinha lido ainda. Essa notícia está transcrita a seguir:

27 de set de 2009

Exploração oceânica - Palestra de Robert Ballard

O explorador dos mares Roberto Ballard nos leva em uma viagem desconcertante a mundos submarinos escondidos, aonde ele e outros pesquisadores estão encontrando vida, recursos naturais e até mesmo novas montanhas. Ele faz a defesa da exploração séria e do mapeamento.

Este vídeo possui legenda em português disponível no site ted.com.

26 de set de 2009

12th International Coral Reef Symposium



First Announcement
James Cook University and the Australian Research Council (ARC) Centre of Excellence for Coral Reef Studies warmly welcome you to Cairns, Australia for the 12th International Coral Reef Symposium (ICRS) from 9 - 13 July 2012.

Held every four years, the ICRS is the world's largest and most important coral reef meeting bringing together coral reef scientists, graduate students, resource managers, and policy makers. ICRS 2012 is expected to attract more than 2,000 delegates from 80 countries.

Over 2,000 talks and posters will be presented on major themes including Climate Change, Reef Ecology, Conservation Planning, Fish and Fisheries, Genomics, Management Tools, The Coral Triangle Initiative, and the Human Dimension of Coral Reefs. Proposals for mini-symposia will be solicited in early 2010 and abstract submission will be from mid-2010.

Activities at ICRS 2012 will include a comprehensive program to showcase the latest coral reef science, a trade exhibition, and field trips to the World Heritage listed Great Barrier Reef. Exciting and culturally significant Australian social events are planned.
Venue
Cairns is a cosmopolitan city and a premier destination for visiting the spectacular Greet Barrier Reef and Australia's tropical rainforests.

The award winning Cairns Convention Centre, renowned for its unique environmental design, is only ten minutes from the Cairns International Airport and within easy walking distance of an extensive choice of suitable accommodation, cafes, bars and restaurants.
Field Trips
The Symposium's tradition of conducting scientific field trips before and after the event will continue in 2012 with trips to the Great Barrier Reef:

For further information about attending or sponsorship opportunities, visit www.icrs2012.com or e-mail sponsorship@icrs2012.com.
James Cook UniversityARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies International Society for Coral Studies

25 de set de 2009

Oceanografia no ano 2025

Em Janeiro de 2009, o Ocean Studies Board do National Research Council dos Estados Unidos, em resposta a um pedido do Escritório de Pesquisa Naval, conduziu o workshop "A Oceanografia no ano 2025".

O objetivo deste seminário foi reunir cientistas, engenheiros e tecnólogos para explorar futuras direções da oceanografia, com ênfase nos processos físicos. O foco do evento foi em pesquisa e necessidades tecnológicas, tendências e obstáculos que possam ter impacto no domínio da oceanografia ao longo dos próximos 16 anos, e destacou as algumas áreas específicas de interesse: processos oceanográficos de sub-mesoscala, interação atmosfera-oceano, pesquisa básica e aplicada, instrumentação e veículos, infra-estrutura oceanográfica, e educação.

Para orientar os trabalhos e discussões da unidade, quatro questões foram colocadas aos participantes:
Que questões científicas poderão ser respondidas?
O que permanecerá sem resposta?
Que novas tecnologias poderiam ser desenvolvidas?
Como a pesquisa oceanográfica será conduzida?

Baixe o livro completo AQUI.

24 de set de 2009

Lasers do Espaço mostram a redução das camadas de gelo na Groelândia e Antártica


A imagem mais detalhada da redução rápida das geleiras ao longo do litoral da Antártida e Groenlândia foi criada usando lasers em satélites. Os resultados são um importante passo na busca de previsões mais precisas para futuro aumento do nível do mar.

Em reportagem publicada esta semana na revista Nature, pesquisadores do British Antarctic Survey e da Universidade de Bristol descrevem como a análise de milhões de medições das camadas de gelo na Antártida e Groenlândia através de um satélite da NASA mostraram que a maior perda de gelo é resultado da aceleração do fluxo das geleiras em direção ao mar.

Os autores concluem que essa "dinâmica de afinamento" das geleiras agora atinge todas as latitudes na Groenlândia, intensificou ao longo do litoral da Antártida, está penetrando no em direçào ao interior e está se espalhando nas plataformas de gelo.

Leia a notícia completa AQUI.

23 de set de 2009

Fóssil Vivo - Nova espécie de Quimera é Descoberta no Pacífico


Uma nova espécie de Quimera (chamada Eastern Pacific black ghostshark [Hydrolagus melanophasma]), foi descrita na edição de setembro da revista internacional Zootaxa. Esta é a primeira espécie de peixe cartilaginoso descrito em águas da Califórnia (EUA) desde 1947.

Quimeras (também chamadas de ratfish, rabbitfish ou ghostsharks) são um dos grupos mais antigos e mais enigmáticos de peixes vivos. É um grupo próximo dos tubarões, mas sua linhagem evolutiva ramificou-se de tubarões quase 400 milhões de anos atrás, e mantiveram-se como um grupo isolado desde então. Assim como os tubarões, as Quimeras têm esqueletos compostos de cartilagem e os machos possuem estruturas especiais chamadas claspers para fertilização interna de fêmeas.

Ao contrário dos tubarões, as Quimeras do sexo masculino também possuem apêndices sexuais retráteis na testa e na frente das barbatanas pélvicas, e possuem um único par de brânquias. A maioria das espécies possue um espinho levemente venenoso na frente da nadadeira dorsal. De acordo com o registro fóssil do grupo, Quimeras já foram muito diversas e abundantes. Elas sobreviveram até a idade de dinossauros de forma quase inalterada, mas hoje estes peixes são relativamente raros e geralmente estão confinadas às águas profundas do oceano.

Esta nova espécie pertence ao gênero Hydrolagus, encontrado em águas profundas da costa do sul da Califórnia, ao longo da costa oeste da Baja Califórnia, e no Mar de Cortez (Golfo da Califórnia). Esta nova espécie foi inicialmente coletada em meados dos anos 1960, mas não foi formalmente identificada até este ano pois suas relações taxonômicas não eram claras. Além dos nove espécimes desta espécie conservados em museus, cientistas possuem vídeos desta espécie capturados por um submersível de águas profundas no Mar de Cortez.

Leia a notícia completa AQUI.

Leia o artigo AQUI.

21 de set de 2009

Novas espécies de Poliquetas são descobertas em carcaças de Baleia

Baleias mortas constituem uma fonte de alimento imprevisível - é impossível saber quando e onde uma baleia vai morrer. Mesmo assim existem espécies marinhas que se especializaram em se alimentar de cadáveres de baleia.

Este comportamento foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, que estudaram o ecossistema em torno de baleias mortas usando câmeras subaquáticas. Uma baleia morta é uma enorme fonte de nutrientes - um cadáver oferece a mesma quantidade de nutrientes que normalmente é transferida da superfície até o fundo do mar em 2000 anos. Uma carcaça de baleia é de grande utilidade para inúmeras espécies: por exemplo, em primeiro tubarões e lampréias se alimentam, e em seguida, diversos organismos se alimentam do esqueleto.

Poliquetas são um grupo de animais comumente encontrados em esqueletos de baleia. Algumas espécies de poliquetas são tão especializadas em se alimentar de baleias mortas que teriam problemas de sobrevivência em outros lugares. Um exemplo são espécies do gênero Osedax, que utiliza o seu sistema radicular para penetrar nos ossos de baleias em busca de alimento. Outras espécies se especializam em comer as espessas camadas de bactérias que rapidamente se formam ao redor dos ossos.

Uma dissertação do Departamento de Zoologia da Universidade de Gotemburgo, descreveu através de análises moleculares nada menos que nove espécies de poliquetas associadas à carcaças de baia previamente desconhecidas. Estas espécies foram descobertas em carcaças de baleias na Suécia e na Califórnia (EUA), e as análises de DNA mostraram que existem várias espécies crípticas que antes eram consideradas cosmopolitas (que habitam diversas áreas do planeta). O trabalho mostra que a adaptação a uma vida em cadáveres de baleia ocorreu em espécies com diferentes caminhos evolutivos e em vários pontos no tempo.

Leia a notícia completa AQUI.

Baixe a tese completa AQUI.

O Clima em Risco - Um guia popular para os relatórios do IPCC

"O Clima em Risco - Um guia popular para os relatórios do IPCC" apresenta as informações mais importantes do relatório de 2007 sobre Mudança do Clima do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática com uma linguagem e estrutura simplificada. O guia é destinado a leitores leigos e foi publicado pela GRID-Arendal e SMI Books, com o apoio da Pollution Control Authority da Noruéga, e o Environmental Protection Agency da Suécia.


Baixe o livro completo AQUI.

20 de set de 2009

Deltas de rios estão afundando devido à atividade humana

Fonte: physorg.com
Um novo estudo liderado pela Universidade do Colorado indica que a maioria dos deltas baixos de rios estão afundando devido à atividade humana, tornando-os cada vez mais vulneráveis às enchentes e as tempestades oceânicas e colocando dezenas de milhões de pessoas em risco em todo o mundo.

Em 2007 o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas concluiu que os deltas de muitos rios estão vulneráveis ao aumento do nível do mar. O novo estudo indica que fatores humanos estão causando os deltas a afundar significativamente. Os pesquisadores concluíram o afundamento de deltas na Ásia, Índia e Américas é agravado pelo aprisionamento de sedimentos em reservatórios e barragens, canais artificiais e diques, e a acelerada compactação de sedimentos causada pela extração de água subterrânea e gás natural.

O estudo concluiu que 24 dos 33 grandes deltas do planeta estão afundando e que 85 por cento experimentaram graves inundações nos últimos anos, resultando na submersão temporária de aproximadamente 100.000 quilômetros quadrados de terra. Cerca de 500 milhões de pessoas vivem em deltas de rios espalhados pelo planeta.

Os autores prevêem que inundações de deltas podera aumentar em 50 por cento sob as atuais projeções de cerca de 50 centímetros de aumento do nível do mar até ao final do século como previsto no relatório de 2007 do IPCC. De acordo com o estudo, as inundações vão aumentar ainda mais com o aumento da captura de sedimentos por barragens e outros projetos de desvio de água, impedindo o crescimento e tamponamento dos deltas.

A equipe utilizou dados do satélite da NASA Shuttle Radar Topography Mission, que levou uma série de instrumentos de radar que varreram mais de 80 por cento da superfície da Terra durante uma missão de 12 dias do ônibus espacial Endeavour em 2000. Os investigadores compararam os dados SRTM com mapas históricos publicados entre 1760 e 1922.

19 de set de 2009

Investigadores encontram elevado número de bactérias termófilas no Oceano Ártico


Uma equipe de cientistas da Universidade de Calgary detectou um elevado número de bactérias termófilas (tolerantes ao calor) nos sedimentos congelados do Oceano Ártico próximo à ilha norueguesa de Spitsbergen. Os esporos destas bactérias podem fornecer uma oportunidade única para se traçar escoamentos de fluidos de ambientes quentes abaixo do fundo do mar, possivelmente apontando para novos reservatórios de petróleo fora da costa.

Estas bactérias termófilas estão presented nos sedimentos do Oceano Ártico como esporos - formas latentes capazes de suportar condições adversas por longos períodos. Incubações experimentais à 40 a 60 graus Celsius foram capazes de reviver estes esporos do Ártico, que parecem ter sido transportados de pontos quentes profundos.

Leai a notícia completa Aqui.

18 de set de 2009

Nova espécie de peixe é descoberta na Bahia

Fonte: G1, com informações do Jornal Nacional



O peixe foi capturado durante uma viagem de pesquisa do projeto Tamar. Os técnicos testavam anzóis circulares, que podem ser usados sem o risco de matar tartarugas marinhas, quando o animal foi fisgado. Ele estava a cerca de mil metros de profundidade quando foi capturado.

“Quando vi o bicho e tomei aquele susto cai logo na água para filmar”, diz o coordenador do projeto Tamar, Guy Marcovaldi, que fez imagens inéditas do peixe com vida quando se aproximava da superfície. O peixe estava a quase mil metros de profundidade.

Os pesquisadores calculam que a costa brasileira abriga pelo menos 150 espécies de peixe ainda desconhecida da ciência. As descobertas mais recentes foram de pequenos animais. Do porte desse peixe foi a primeira vez - o espécime pesa cerca de 40 quilos e tem 1,83m de comprimento.

O oceanógrafo Claudio Sampaio, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) confirma que se trata de uma nova espécie. “A gente encontrar uma espécie como essa, totalmente nova para a ciência, é uma jóia rara. Um peixe que jamais foi visto pelo homem, é uma preciosidade”, diz Sampaio. “Provavelmente vai ser uma grande surpresa mundial."

O peixe fará parte do acervo do Museu de Zoologia da UFBA.

Leia a notícia completa AQUI.

16 de set de 2009

Pesquisadores confirmam o papel essencial da desnitrificação nos oceanos


Depois de mais de uma década de investigação, um time de cientistas de Princeton, liderado equipe de cientistas virou o jogo em uma longa controvérsia para restabelecer a verdade um velho sobre a mistura de nitrogênio nos oceanos.

Por décadas, os cientistas pensavam que tinham a resposta para o funcionamento de um intrincado mecanismo natural conhecido como o ciclo do nitrogênio, essencial para a manutenção da vida na Terra.

Neste processo, o nitrogênio circula entre os solos, oceanos e a atmosfera. Em condições anaeróbicas (baixo nível de oxigênio) observadas em vastas extensões de sedimentos oceânicos e em algumas poucas regiões importantes do oceano aberto, as bactérias agem como "desnitrificadoras", executando a tarefa crucial de converter nitrato em gas de nitrogênio, que completa o ciclo retornando à atmosfera.

Em 1995, um grupo de cientistas holandeses que estudavam o ciclo do nitrogênio no processo de tratamento de esgoto chegaram à conclusão de que um novo processo, que chamaram de oxidação anaeróbia ou "anammox" que envolve diferentes bactérias, era o principal responsável pela remoção do nitrogênio em ambientes anaeróbicos. Eles observaram que o mesmo mecanismo presente nos processo de tratamento de esgotos também ocorria em ambientes anaeróbicos marinhos. Este grupo de pesquisadores sugeriu então que a desnitrificação não desempenham o papel principal que se pensava no ciclo do nitrogênio nos oceanos.

Esta foi uma proposta controversa que não foi aceita por muitos pesquisadores.

Agora, uma equipa de pesquisadores da Universidade de Princeton apresentaram dados que restabelecem a desnitrificação como o principal ator no retorno do nitrogênio dos oceanos para a atmosfera.

Leia a reportagem completa aqui.

Leia o artigo publicado na revista Nature Aqui.

15 de set de 2009

O impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas


Estudo mostra que é possível aumentar significativamente a área agrícola no país respeitando-se o Código Florestal e sem desmatar a Amazônia e o Cerrado desde que haja uma política efetiva de incentivo à conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas

Porém, se tudo continuar como hoje, deve haver desmatamento no Cerrado de aproximadamente 10 milhões de hectares nos próximos 10 anos para a produção de grãos e cana-de-açúcar.

O documento intitulado Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas relaciona o crescimento de demanda por biocombustíveis com a expansão agrícola no Brasil, quantificando a área e apontando as regiões de expansão.

14 de set de 2009

Journals Ranked by Impact: Oceanography

A tabela abaixo compara os fatores de impacto dos principais jornais em Oceanografia em três períodos. A classificação dos jornais (coluna "Rank") é baseada nos fatores de impacto de 2008 publicados na última edição do Journal Citations Report. Leia a notícia completa aqui.

Fonte: SCI-BYTES Journals Ranked by Impact: Oceanography

Rank Fator de Impacto 2007 Impacto 2004-08 Impacto 1981-2008
1 Oceanog. & Marine Bio.
(3.62)
Limnology & Oceanography
(7.16)
Oceanog. & Marine Bio.
(69.81)
2 Paleoceanography
(3.39)
Oceanog. & Marine Bio.
(6.55)
Deep-Sea Res. Pt. A
(41.29)
3 Limnology & Oceanography
(3.28)
Marine Chemistry
(6.44)
Limnology & Oceanography
(38.08)
4 Marine Chemistry
(3.09)
Paleoceanography
(5.78)
J. Marine Research
(29.40)
5 Ocean Modelling
(2.61)
Deep-Sea Res. Pt. 1
(5.74)
Rev. Aquatic Sciences
(27.91)
6 Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(2.55)
Fisheries Oceanography
(5.43)
Paleoceanography
(25.70)
7 Fisheries Oceanography
(2.35)
Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(5.42)
Mar. Ecol.-Prog. Ser.
(25.37)
8 J. Sea Research
(2.20)
Prog. in Oceanography
(5.42)
Netherlands J. Sea Res.
(25.09)
9 J. Phys. Oceanography
(2.19)
Marine Geology
(4.95)
Marine Chemistry
(24.64)
10 Limnol. & Ocean.-Meth.
(2.11)
J. Phys. Oceanography
(4.82)
Prog. in Oceanography
(24.31)

SeaWorld Research Institute pretende construir maior aquacultura em mar aberto dos Estados Unidos

By Terry Rodgers - La Jolla Light

Floating fish pens would be placed about five miles offshore.
COURTESY OF HUBBS SEAWORLD RESEARCH INSTITUTE

San Diego-based Hubbs SeaWorld Research Institute is currently pursuing government permits to build the largest offshore commercial fish farm in U.S. federal waters, just a few miles off La Jolla.

The project is intended to spur growth of the U.S. aquaculture industry, which has lagged far behind other countries in the production of commercial seafood.

When completed, the sea ranch off San Diego would include a network of 24 fish-rearing pens or "gravity cages" approximately five miles offshore of Mission Beach in water 100 to 300 feet deep.

The project will be installed in phases, beginning with eight floating pens measuring about 11,700 cubic yards, each large enough to hold about 125,000 fish.

When built out over five years, the floating ranch will cover approximately 30 surface acres of water. Initially, the pens will be used to feed or "grow out" hatchery produced striped bass fingerlings. Eventually, the species will be expanded to include Pacific halibut, California yellowtail and white sea bass. The goal is to produce as much as 6 million pounds of fish annually, three times the amount of seafood currently brought to the docks by commercial fishermen in San Diego County.

Read the full article here.

13 de set de 2009

Investing in Our Future: The Economic Case for Rebuilding Mid-Atlantic Fish Populations

Executive Summary

Rebuilding depleted fish populations must be a priority, both for the health of our ocean ecosystems and our coastal communities. The Magnuson-Stevens Fishery Conservation and Management Act, the primary law that governs our ocean fisheries, supports this by mandating an end to overfishing and rebuilding depleted fish populations within 10 years, if biologically possible.

Investing in Our Future: The Economic Case for Rebuilding Mid-Atlantic Fish PopulationsDelayed rebuilding has significant costs. Failure to immediately address overfishing and allow fish populations to rebuild as quickly as possible forgoes current economic benefits and may result in more costly regulations in the long–term. While delay imposes considerable costs, there are also important benefits to be gained from rebuilding. Previous studies found that rebuilding just 17 depleted fish populations would increase the economic value of these fisheries from $194 million to $567 million dollars.

This report provides new analysis of the potential economic benefits of rebuilding, focusing on four depleted fish populations in the Mid-Atlantic: summer flounder, black sea bass, bluefish and butterfish. The study estimates direct economic benefits by comparing status quo management scenarios with scenarios where populations would have been rebuilt by 2007.

If the four species had been rebuilt by 2007, commercial landings would increase by 48 percent, resulting in an additional $33.6 million per year (in 2007 dollars) in direct economic benefits in perpetuity. In the recreational sector, rebuilding these four fish populations would increase landings by 24 percent more per year than status quo management, with an economic value of approximately $536 million per year (in 2007 dollars) in perpetuity.

In sum, for both commercial and recreational fishing sectors, rebuilding populations of black sea bass, bluefish, butterfish and summer flounder by 2007 would have generated an additional $570 million per year in perpetuity in direct economic benefits. During a 5 year period, the accrued total would total $2.85 billion in economic benefit, a substantial contribution to the Mid-Atlantic economy and its coastal communities.

These direct economic benefits would have potential secondary impacts in the region through increased income, sales and jobs for related businesses such as bait and tackle shops, lodging and restaurants. Thus, the estimates reported here are conservative and the actual benefits are likely to be more expansive. These results provide analytical evidence that there is both significant value in rebuilding fish populations and foregone economic benefits from delaying rebuilding.


Download the full report here.

12 de set de 2009

Deep-Sea Robot Roves the Unexplored Ocean Depths

Source: Wired.com; By Hadley Leggett

The Benthic Rover, a robot that crawls along the ocean floor, has just completed its first month-long mission.



About the size of a compact car, the new robot carries equipment to measure the amount of oxygen being consumed by organisms on the ocean floor, as well as the amount of food that filters down from surface waters. For the first time, scientists will be able to track how changes on the surface of the ocean affect marine communities down below.

For the past two decades, the Monterey Bay Aquarium Research Institute (where the robot was built) researchers have been collecting data on marine snow, which is the nutrient-rich debris that filters down through the ocean and ends up on the sea floor. They’ve observed distinct differences in the pattern of the deep-sea food supply depending on changes in climate, and now, with the Benthic Rover, the scientists plan to study how climate change is affecting organisms living in the mud in the deepest reaches of the ocean.

Read More Here
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10 de set de 2009

The State of World Fisheries and Aquaculture - 2008

The State of World Fisheries and Aquaculture - 2008

Publisher: FAO Fisheries and Aquaculture Department

Download a free copy of the report:
English Version
Spanish Version

Description (from the Foreword):

After growing steadily, particularly in the last four decades, aquaculture is for the first time set to contribute half of the fish consumed by the human population worldwide. This reflects not only the vitality of the aquaculture sector but also global economic growth and continuing developments in fish processing and trade.

Until a year or so ago, the production trends in aquaculture and capture fisheries were continuing without any drastic modification to those already in place at the start of this decade. The capture fisheries sector was regularly producing between 90 and 95 million tonnes per year, and aquaculture production was growing rapidly, albeit at a gradually declining rate.(...)

This issue of The State of World Fisheries and Aquaculture features some of the aspects of fisheries and aquaculture that may receive increasing attention. Among these aspects are climate change, the use of marine genetic resources in areas beyond national jurisdiction, and the proliferation of private standards and certification schemes in the international fish trade. This issue also highlights a few of FAO’s special studies. These include the use of wild-fishery resources as seed and feed in aquaculture, and reviews of the world’s shrimp fisheries and of the management of marine capture fisheries in the Pacific Ocean.

9 de set de 2009

Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro

Diferentemente dos três ENCOGERCO’s anteriores (Santos-2002, Salvador-2004 e Florianópolis-2006), realizados como um evento único relacionado ao gerenciamento costeiro, o ENCOGERCO - 2009 está sendo formatado para ser realizado em cinco dias e com seis grandes eventos temáticos relacionados à Zona Costeira e Marinha, internacionais e nacionais. Este Encontro terá como grande objetivo realizar uma Consulta Pública para debater e formalizar a entrega ao Governo Federal de proposta para a melhoria do Gerenciamento Costeiro, com a função explícita de aperfeiçoar a Política para o desenvolvimento sustentável da Zona Costeira Brasileira. As contribuições para esta proposta estão sendo obtidas através dos seminários do Ciclo de Debates “Cidades Costeiras Sustentáveis-CCS”, cujo evento conclusivo também será realizado no ENCOGERCO - 2009.

Programado para ser realizado na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 24 a 28 de novembro de 2009

VIII SIMPÓSIO SOBRE ONDAS, MARÉS, OCEANOGRAFIA POR SATÉLITE E ENGENHARIA OCEÂNICA (VIII OMAR-SAT)


VIII SIMPÓSIO SOBRE ONDAS, MARÉS, OCEANOGRAFIA POR SATÉLITE E ENGENHARIA OCEÂNICA (VIII OMAR-SAT), que será realizado no período de 10 a 13 de novembro de 2009 no Hotel “A Ressurgência”, em Arraial do Cabo (RJ).

O encontro visa reunir pesquisadores e especialistas em Oceano e Engenharia Oceânica, objetivando conhecer o estado da arte desses assuntos no Brasil e no exterior, rever os trabalhos que estão sendo realizados e discutir as modernas técnicas e suas possibilidades de aplicação.

Informações sobre o evento podem ser encontradas aqui:
https://www.ieapm.mar.mil.br/omarsat2009/

Solving the climate dilemma: The budget approach

Solving the climate dilemma: The budget approach

Publisher: WBGU, Berlin, 2009

Download a free copy of the book here.

Description:

At their meeting in the Italian city of L’Aquila in July 2009, the heads of state and government of the G8 countries and the Major Economies Forum on Energy and Climate (MEF), whose members include India, Brazil and China, acknowledged the importance that global warming must not exceed the 2°C guard rail if dangerous climate change is to be avoided. WBGU views this as an extremely important step towards the adoption of a binding international agreement which establishes a well-founded target for global climate protection. The task now is to build on this consensus and reach agreement, at Copenhagen, on a follow-up treaty to the Kyoto Protocol, which is due to expire in 2012. This new international agreement should translate the relevant scientific knowledge into a fair and practicable global strategy to combat global warming. So far, however, the lack of unanimity between the countries involved in the negotiating process has meant that there is no clear leitmotif pointing the way towards such an agreement.

This special report is licensed under a Creative Commons License.

Alimentando a Aquacultura para Alimentar a Humanidade

Feeding aquaculture in an era of finite resources

Rosamond L. Naylor,Ronald W. Hardy,Dominique P. Bureau,Alice Chiu,Matthew Elliott,Anthony P. Farrell,Ian Forster,Delbert M. Gatlin,Rebecca J. Goldbur,Katheline Huac and Peter D. Nichols

Abstract

Aquaculture's pressure on forage fisheries remains hotly contested. This article reviews trends in fishmeal and fish oil use in industrial aquafeeds, showing reduced inclusion rates but greater total use associated with increased aquaculture production and demand for fish high in long-chain omega-3 oils. The ratio of wild fisheries inputs to farmed fish output has fallen to 0.63 for the aquaculture sector as a whole but remains as high as 5.0 for Atlantic salmon. Various plant- and animal-based alternatives are now used or available for industrial aquafeeds, depending on relative prices and consumer acceptance, and the outlook for single-cell organisms to replace fish oil is promising. With appropriate economic and regulatory incentives, the transition toward alternative feedstuffs could accelerate, paving the way for a consensus that aquaculture is aiding the ocean, not depleting it.

5 de set de 2009

Is global warning reaching a point of no return?

967371_planet_earth_1.jpgReviewEarly-warning signals for critical transitions. By Marten Scheffer, Jordi Bascompte, William A. Brock, Victor Brovkin, Stephen R. Carpenter, Vasilis Dakos, Hermann Held, Egbert H. van Nes, Max Rietkerk & George Sugihara

Editor's summary:

"Many complex systems, ranging from ecosystems to financial markets and the climate, can have critical thresholds or tipping points where a sudden shift from one stable state to a contrasting regime may occur. Predicting such critical points before they are reached is extremely difficult, but work in different fields of science is now suggesting the existence of generic early warning signals that may indicate for a wide class of systems if a critical threshold is approaching. Scheffer et al. conclude their review of this work optimistically: in situations where the existence of a critical transition is suspected, the generic character of the warning signs suggests that they may provide valuable information on whether the probability of a major event is increasing."

First paragraph:
"Complex dynamical systems, ranging from ecosystems to financial markets and the climate, can have tipping points at which a sudden shift to a contrasting dynamical regime may occur. Although predicting such critical points before they are reached is extremely difficult, work in different scientific fields is now suggesting the existence of generic early-warning signals that may indicate for a wide class of systems if a critical threshold is approaching."

2 de set de 2009

Algae: fuel of the future?

By Amanda Leigh Mascarelli (Environ. Sci. Technol., Article ASAP; DOI:10.1021/es902509d)


Biofuels produced from algae, rather than from crops, have entered the spotlight lately, and several companies now say that they are close to overcoming the technical hurdles to making algae-derived biofuels competitive on a commercial scale. However, experts caution that significant obstacles still need to be dealt with to make algae competitive with energy from fossil fuels. Read full text HERE.


Open-pond bioreactors at the PetroAlgae facility in Fellsmere, Florida. (PETROALGAE)


Solazyme scientist pours crude algal oil for testing and evaluation. (SOLAZYME)