Novas espécies de Poliquetas são descobertas em carcaças de Baleia
Baleias mortas constituem uma fonte de alimento imprevisível - é impossível saber quando e onde uma baleia vai morrer. Mesmo assim existem espécies marinhas que se especializaram em se alimentar de cadáveres de baleia.
Este comportamento foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, que estudaram o ecossistema em torno de baleias mortas usando câmeras subaquáticas. Uma baleia morta é uma enorme fonte de nutrientes - um cadáver oferece a mesma quantidade de nutrientes que normalmente é transferida da superfície até o fundo do mar em 2000 anos. Uma carcaça de baleia é de grande utilidade para inúmeras espécies: por exemplo, em primeiro tubarões e lampréias se alimentam, e em seguida, diversos organismos se alimentam do esqueleto.
Poliquetas são um grupo de animais comumente encontrados em esqueletos de baleia. Algumas espécies de poliquetas são tão especializadas em se alimentar de baleias mortas que teriam problemas de sobrevivência em outros lugares. Um exemplo são espécies do gênero Osedax, que utiliza o seu sistema radicular para penetrar nos ossos de baleias em busca de alimento. Outras espécies se especializam em comer as espessas camadas de bactérias que rapidamente se formam ao redor dos ossos.
Uma dissertação do Departamento de Zoologia da Universidade de Gotemburgo, descreveu através de análises moleculares nada menos que nove espécies de poliquetas associadas à carcaças de baia previamente desconhecidas. Estas espécies foram descobertas em carcaças de baleias na Suécia e na Califórnia (EUA), e as análises de DNA mostraram que existem várias espécies crípticas que antes eram consideradas cosmopolitas (que habitam diversas áreas do planeta). O trabalho mostra que a adaptação a uma vida em cadáveres de baleia ocorreu em espécies com diferentes caminhos evolutivos e em vários pontos no tempo.
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