30 de out de 2009

MAR-ECO Atlântico Sul

O curso de Oceanografia, do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Universidade do Vale do Itajaí (CTTMar/UNIVALI), comunica que em 25/10/2009 teve início o primeiro cruzeiro científico do projeto MAR-ECO Atlântico Sul (SA  MAR-ECO).

O projeto é coordenado pelo Dr. José Angel Alvarez Perez (CTTMar - UNIVALI) e conta com a participação de cientistas do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, África do Sul, Namíbia, Nova Zelândia e Noruega. O SA MAR-ECO integra o programa mundial conhecido como Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life) e seu principal objetivo é estudar a biodiversidade profunda associada com a cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul.

29 de out de 2009

Veja a programação do IV Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010)


A programação do IV Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010) foi publicada no site do Evento. O congresso será um dos maiores em Oceanografia já organizados no Brasil: até o momento estão confirmados 26 workshops, 15 palestras, 11 mini-cursos e 5 cursos técnicos.

Além da presença de pesquisadores de diversas universidades brasileiras, o evento terá palestras e cursos com cientistas da Austrália, Espanha, Alemanha e Estados Unidos.

O evento ocorrerá de 17 a 21 de maio de 2010 no Centro Integrado de Desenvolvimento Oceânico e Costeiro - CIDEC-Sul, na cidade do Rio Grande (RS). Durante o evento estarão sendo comemorados os 40 anos de ensino de graduação em Oceanografia no Brasil, que teve início com a criação do curso de Oceanologia da FURG em 1970.

Abaixo está a lista de workshops, palestras e cursos do evento. Maiores informações sobre a programação podem ser obtidas no site do CBO'2010.

28 de out de 2009

Muda de siris azuis por demanda

O pesquisador Doug Watson da Universidade do Alabama e sua equipe de pesquisa acreditam ter identificado o receptor do hormônio de inibição da muda (MIH) no siri azul (que também ocorre no Brasil), uma proteína chave na via celular que controla a muda nestes animals. Eles estão testando um composto destinado a bloquear os receptores do MIH, na esperança de induzir a muda dos siris. Esta descoberta poderia revolucionar a indústria de "soft-crab shell" ("siri azul de casca mole").

Os siris azuis de casca mole são uma iguaria que é produzida no Atlântico norte somente durante o final da primavera e início do verão, quando estes crustáceos estão naturalmente fazendo a muda. A muda é o processo natural de crescimento dos crustáceos no qual o exoesqueleto é renovado. Os "siris moles" são coletados durante o processo de muda, quando a carapaça ainda está bastante flexível, e portanto fácil de comer.

Apesar de estar limitada pelo ciclo anual de muda do siri azul, a indústria da pesca do "siri azul mole" está avaliada em quase US$ 50 milhões por ano no sul dos Estados Unidos. A capacidade de manipular muda, ou estimular a muda de acordo com a demanda do mercado, poderia fazer o siri azul mole estar disponível aos consumidores durante todo o ano, aumentando potencialmente o impacto global deste setor da economia.

Leia a notícia Completa AQUI.

27 de out de 2009

Acidificação dos oceanos afeta o desenvolvimento de moluscos

Credit: Stephanie Talmage
Um recente estudo publicado por pesquisadores da Stony Brook University's School of Marine and Atmospheric Sciences na revista Limnology & Oceanography demonstrou que o aumento relativamente pequeno na acidez dos oceanos provocado pelos elevados níveis de dióxido de carbono podem ter efeitos prejudiciais sobre o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência de moluscos como mariscos, vieiras e ostras.

Os autores deste estudo observaram que a fase larval das espécies de moluscos são extremamente sensíveis ao aumento dos níveis de dióxido de carbono na água do mar. Este importante estudo sobre os efeitos da acidificação dos oceanos em moluscos será publicado na edição de novembro da revista Limnology & Oceanography.

Durante o século passado, os oceanos absorveram cerca de metade do dióxido de carbono da atmosfera proveniente de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis. À medida que os oceanos absorvem o dióxido de carbono, estes se tornam mais ácidos e com uma menor concentração de carbonato, que animais como moluscos utilizam para produzir suas conchas (feitas principalmente de carbonato de cálcio).

Em experimentos de laboratório, os autores investigaram o crescimento e a sobrevivência de larvas de três espécies de moluscos comercialmente e ecologicamente importantes. As larvas foram mantidas em recipientes com dióxido de carbono dissolvido em diferentes níveis na gama de concentrações projetadas para ocorrer nos oceanos durante o século 21. Sob concentrações de dióxido de carbono estimadas para ocorrer no final do século, as larvas demonstraram um declínio de mais de 50% na sobrevivência, e uma redução no tamanho e na taxa de crescimento.

Leia o Artigo aqui:
Talmage, Stephanie C., and Christopher J. Gobler. 2009. The effects of elevated carbon dioxide concentrations on the metamorphosis, size, and survival of larval hard clams (Mercenaria mercenaria), bay scallops (Argopecten irradians), and Eastern oysters (Crassostrea virginica). Limnology & Oceanography.
http://www.aslo.org/lo/pdf/vol_54/issue_6/2072.pdf

Leia a notícia original de Leslie Taylor Aqui.

25 de out de 2009

AGU 2010 Joint Assembly - Foz do Iguaçu Brasil



Mensagem do Comitê Organizador da AGU JA2010:
Em Agosto de 2010 será realizada, pela primeira vez na história, uma Assembléia Conjunta da American Geophysical Union no hemisfério sul. Trata-se de uma reunião bi-anual intinerante, congregando diferentes áreas das ciência planetárias. Na América do Norte e Europa tem se constituido em um forum dos mais importantes na Oceanografia, não somente Física e Geológica, mas também Química e Biológica. Seria interessante se fizéssemos o mesmo na América do Sul.

Considere a possibilidade de propor uma sessão sobre assunto pertinente à sua área de pesquisa. deadline para proposta de sessões: Dezembro/2009.

Aos estudantes e jovens cientistas, informamos que o Comitê Organizador está tentando motivar diferentes fontes de financiamento para ajuda à participação de estudantes e jovens cientistas brasileiros.

Para mais informações visite a página do evento:
http://www.agu.org/meetings/ja10/index.php

24 de out de 2009

Biocombustíveis podem liberar mais gases de efeito estufa do que combustíveis fósseis

Image by Chris Neill, MBL
Dois artigos recentemente publicados na revista Science jogaram um balde de água fria sobre a promessa dos biocombustíveis de segunda geração derivados da celulose (partes lenhosas das plantas).

Um dos estudos foi feito por Jerry Melillo do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, que já desenvolveu pesquisas no Brasil. Este estudo sugere que as mudanças na forma como usamos a terra em conseqüência de cultivo para os biocombustíveis não são levadas em conta -- se fossem, seria mostrado que os biocombustíveis na realidade causam a liberação de mais gases de efeito estufa do que os combustíveis fósseis. As emissões de óxido nitroso com o aumento da utilização de adubos são uma grande parte deste problema.

No segundo artigo, Timothy Searchinger da Universidade de Princeton e um grupo de colegas de apontam falhas na maneira que as emissões de carbono são contabilizadas. Os autores comentam que  a afirmação de que os combustíveis feitos a partir de biomassa podem ser contados como carbono neutro é errada.

Leia os artigos científicos aqui:

Melillo, J.M. et al. 2009. Indirect Emissions from Biofuels: How Important? DOI: 10.1126/science.1180251

Searchinger, T.D. et al 2009. Fixing a Critical Climate Accounting Error. DOI: 10.1126/science.1178797

Leia o artigo original completo de Katharine Sanderson aqui.

21 de out de 2009

Pesticidas revelam a origem de Atuns-azuis



Uma descoberta relativamente recente, as populações de Atuns-azuis do Atlântico dividem-se em duas ao longo de cada lado do meridiano 45° Oeste. Esta descoberta tem implicações para o gerenciamento dos estoques desta espécie comercialmente importante, pois cientistas e gestores de pesca podem utilizar esta informação para rastrear o local de nascimento destes peixes. Os dois métodos mais utilizados por pesquisadores para identificar a origem destes peixes são a localização por satélite através de tags e sinais de isótopos de otólitos (ossos do ouvido) destes peixes. Agora, em uma recente publicação no jornal Environmental Science & Technology pesquisadores relatam um marcador diferente para se determinar a origem geográfica de Atuns-azuis: Pesticidas e PCBs.

Os resultados deste trabalho confirmam os achados anteriores (utilizando localização por satélite e otólitos) que cerca de dois terços do atum pescado no Atlântico norte poderia ser da população oriental. O novo método indica que 33-83% dos juvenis de Atuns-azuis capturados no Atlântico norte têm origens orientais, e que a mistura dentro de um campo de alimentação varia com o tempo e espaço.

Desenvolvido por Rebecca Dickhut do Virginia Institute of Marine Science (VIMS) e seus colegas, o método usa a proporção de dois PCBs (PCB153 e PCB187, ambos as quais são predominantes em amostras de tecido de Atum) para dois compostos de clordano (trans e cis-Nonacloro). A equipe encontrou diferentes proporções de compostos de clordano para PCB nos peixes do Mediterrâneo e no oeste do Atlântico Norte (onde a população está criticamente ameaçada). Eles determinaram que as relações mudaram após cerca de um ano com a migração dos peixes, pois esses animais tendem a incorporar estes contaminantes no corpo com o crescimento.

Acesse aqui o Artigo de Rebecca M. Dickhut e Colaboradores.

Clique aqui para ver o artigo Original de Naomi Lubick. Crédito da foto: Ken Neill (no mesmo artigo)

18 de out de 2009

Evento sobre oceano profundo terá transmissão gratuita na internet



O MAR-ECO sediará o evento "2009 A Deep Ocean Odyssey" em 21 de Outubro de 2009 em Kristiansand, na Noruega. O evento será realizado com universitários e estudantes de ensino médio, e contará com quatro palestras sobre ciência popular, música ao vivo, slide shows e muitas outras atrações.

O acesso ao webcast (vídeo ao vivo) do evento será gratuito! Para acessar o webcast, visite esta página e escolha a qualidade de recepção do vídeo. O evento ocorrerá dia 21 de Outubro das 8:00 as 10:00am (horário de Brasília). A transmissão do evento via internet estará disponível em Inglês. Para mais informações, visite o endereço abaixo.

http://grimstad.uia.no/mareco

15 de out de 2009

Teste de Acidez -- Assista de graça o filme sobre acidificação dos oceanos



ACID TEST ("Teste de Acidez") foi um filme produzido pela NRDC (Natural Resources Defense Council dos Estados Unidos) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o problema da acidificação dos oceanos, que representa um desafio fundamental para a vida nos oceanos e para a saúde de todo o planeta. Assim como o aquecimento global, a acidificação do oceanos é resultado do aumento de dióxido de carbono na atmosfera desde o início da Revolução Industrial.

Os principais especialistas sobre o problema (muitos dos quais aparecem no filme e nos vídeos extras abaixo) acreditam que é possível reduzir a poluição e o aquecimento global, melhorar a saúde geral dos nossos oceanos, e evitar danos graves ao nosso mundo, mas só se agirmos de forma rápida e decisiva.


9 de out de 2009

9th CARAH no Brasil -- Não deixe de participar!



A IX Conferência Internacional sobre Recifes e Habitats Artificiais (CARAH) ocorrerá em Curitiba, Paraná, no campus principal da Universidade Positivo de 8-13 de Novembro de 2009. Esta é a primeira vez que o CARAH será realizado no hemisfério sul, e a escolha do Brasil para ser a sede deste evento demonstra a importância do nosso país na pesquisa de recifes artificiais.

O CARAH é uma oportunidade para a integração de cientistas de várias disciplinas relacionadas ao estudo do meio ambiente, oferecendo uma plataforma para a exposição de idéias e novas perspectivas neste campo relativamente novo de ecologia aquática.

Informações retiradas da página do evento:
ESTUDANTES BRASILEIROS RECEBERÃO BÔNUS PARA PARTICIPAR DO 9th CARAH!!
Como o CARAH é um evento de caráter mundial que só acontece de 4 em 4 anos, além de ser a primeira vez que este evento ocorre em um país do hemisfério sul, nada mais justo que promover a participação de estudantes brasileiros!

LEMBRE-SE: O EVENTO É EM INGLÊS

Os primeiros 200 estudantes brasileiros que se inscreverem no 9th CARAH receberão um desconto exclusivo para participar do evento. O valor da inscrição fica em R$200,00 (duzentos reais). PARTICIPE!!

O Fim da Linha - Como prevenir o fim do pescado até 2048?


Imagine um oceano sem peixes. Imagine suas refeições sem frutos do mar. Imagine as conseqüências globais. Este será nosso futuro, se não pararmos para pensar e agir.

The End of the Line, um documentário revelando o impacto da pesca excessiva sobre os nossos oceanos, estreiou mundialmente no Festival de Cinema de Sundance em Park City, Utah (Estados Unidos), em 15-25 de Janeiro de 2009.

No filme podemos ver em primeira mão os efeitos devastadores da sobrepesca sobre o ecossistema marinho.

O estudo analisa a iminente extinção do atum "bluefin", provocada pela crescente demanda ocidental por sushi, o impacto sobre a vida marinha, resultando em uma superpopulação de água-vivas, e as profundas implicações de um mundo futuro sem peixe que resultaria em fome em massa.

Filmado durante dois anos, The End of the Line segue o repórter investigativo Charles Clover como ele enfrenta os políticos e donos de restaurantes famosos, que exibem pouca preocupação com os danos que estão fazendo para os oceanos.

Filmado em todo o mundo - desde o estreito de Gibraltar até à costa do Senegal e do Alasca para o mercado de peixe de Tóquio - The End of the Line é um despertar para o mundo, apresentando entrevistas com os melhores cientistas da área, pescadores locais e funcionários de agências reguladoras de pesca.

7 de out de 2009

Relatório prevê como será o planeta em 2025

"Global Trends 2025: A Transformed World" é o quarto relatório não confidencial preparado pelo National Intelligence Council (NIC) dos Estados Unidos analisando como as principais tendências globais atuais poderão se desenvolver ao longo dos próximos 15 anos.

Algumas das avaliações preliminares que se destacam são:
  • Todo o sistema internacional constituído após a Segunda Guerra Mundial será alterado. Não só Brasil, Rússia, Índia e China terão um lugar entre os países dominantes da economia mundial, como também vão trazer novos desafios e regras.
  • A transferência de riqueza do oeste para leste em curso continuará no futuro.
  • Crescimento econômico sem precedentes, juntamente com 1,5 bilhões de pessoas, vai colocar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais (sobretudo de energia, alimentos e água), aumentando o espectro da escassez com a demanda superando a oferta.
  • O potencial de conflito vai aumentar em parte devido à turbulência política na maior parte do Oriente Médio.
Baixe o relatório completo gratuitamente AQUI.

6 de out de 2009

Oceanos esquecidos

Autor: Cristiane Prizibisczki
Fonte: http://www.oeco.com.br


Ótima matéria de Cristiane Prizibisczki  publicada no O Eco. Leia o artigo completo AQUI.

O Ministério do Meio Ambiente divulgou na última semana, durante o 6º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), os novos números de áreas marinhas protegidas no país. Atualmente, 1,46% dos cerca de 4,5 mil quilômetros quadrados de oceanos sob jurisdição brasileira estão sob proteção. Há um ano, esse número não passava de 0,5%.

Apesar do salto, a decretação de novas unidades não é sinônimo de preservação. No mesmo relatório que estampa tal porcentagem também é possível verificar que, deste total, 0,15% são Reservas Extrativistas, 0,11% Parques estaduais ou federais, 0,02% Reservas Biológicas e apenas 0,01% Estações Ecológicas. A maior parcela (1,17%) é de Área de Proteção Ambiental (APA), categoria mais permissiva do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), onde impactos ambientais são admitidos na ausência de zoneamento específico.




[...] Para reservas marinhas, que são propriedade apenas da União, este aspecto melhora um pouco. Mas não deixa de ser frágil, já que não leva em conta aspectos muito importantes para a preservação, como os “corredores marinhos”, que deveriam existir, assim como os corredores florestais, para conectar a biodiversidade local.