21 Outubro 2009

Pesticidas revelam a origem de Atuns-azuis



Uma descoberta relativamente recente, as populações de Atuns-azuis do Atlântico dividem-se em duas ao longo de cada lado do meridiano 45° Oeste. Esta descoberta tem implicações para o gerenciamento dos estoques desta espécie comercialmente importante, pois cientistas e gestores de pesca podem utilizar esta informação para rastrear o local de nascimento destes peixes. Os dois métodos mais utilizados por pesquisadores para identificar a origem destes peixes são a localização por satélite através de tags e sinais de isótopos de otólitos (ossos do ouvido) destes peixes. Agora, em uma recente publicação no jornal Environmental Science & Technology pesquisadores relatam um marcador diferente para se determinar a origem geográfica de Atuns-azuis: Pesticidas e PCBs.

Os resultados deste trabalho confirmam os achados anteriores (utilizando localização por satélite e otólitos) que cerca de dois terços do atum pescado no Atlântico norte poderia ser da população oriental. O novo método indica que 33-83% dos juvenis de Atuns-azuis capturados no Atlântico norte têm origens orientais, e que a mistura dentro de um campo de alimentação varia com o tempo e espaço.

Desenvolvido por Rebecca Dickhut do Virginia Institute of Marine Science (VIMS) e seus colegas, o método usa a proporção de dois PCBs (PCB153 e PCB187, ambos as quais são predominantes em amostras de tecido de Atum) para dois compostos de clordano (trans e cis-Nonacloro). A equipe encontrou diferentes proporções de compostos de clordano para PCB nos peixes do Mediterrâneo e no oeste do Atlântico Norte (onde a população está criticamente ameaçada). Eles determinaram que as relações mudaram após cerca de um ano com a migração dos peixes, pois esses animais tendem a incorporar estes contaminantes no corpo com o crescimento.

Acesse aqui o Artigo de Rebecca M. Dickhut e Colaboradores.

Clique aqui para ver o artigo Original de Naomi Lubick. Crédito da foto: Ken Neill (no mesmo artigo)

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