25 de nov de 2009

Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação

A IUCN publicou o relatório The Ocean and Climate Change - Tools and Guidelines for Action (Os Oceanos e as Mudanças Climáticas - Ferramentas e Diretrizes de Ação), para ajudar os tomadores de decisões a compreender a importância dos oceanos no debate sobre o clima global - e os custos da falta de ação. O relatório fornece uma visão abrangente das estratégias de mitigação e adaptação disponíveis, bem como um claro conjunto de recomendações de ação.

Os oceanos são a reserva de calor mais importante do planeta, e absorve cerca de um terço do CO2 emitidos pelas atividades humanas. Os oceanos cobrem mais de setenta por cento da superfície do planeta, mas muito menos do que um por cento dos oceanos é efetivamente protegido. Os ecossistemas marinhos, como pântanos, recifes de coral e mangues estão entre os mais vulneráveis às alterações climáticas, e milhões de pessoas dependem destes ambientes como fonte de alimento, proteção, turismo e desenvolvimento.

O relatório recomenda os líderes mundiais a reduzir significativamente as emissões de CO2 e para definir metas de redução com base nos últimos estudos científicos sobre a acidificação dos oceanos e os ecossistemas marinhos. O relatório promove o uso de ecossistemas costeiros como sumidouros de carbono natural e estimula o desenvolvimento de fontes sustentáveis de energia renovável provenientes do ambiente marinho.

Leia a notícia original AQUI.

Baixe gratuitamente o relatório completo AQUI.

16 de nov de 2009

Fracasso no Atlântico

Mais uma ótima reportagem de Cristiane Prizibisczki para O Eco

Terminou com gosto amargo a 21ª Reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), realizada durante a última semana em Recife (PE). Na mesa de discussões estava em pauta a adoção de medidas mais duras de proteção a espécies marinhas severamente ameaçadas, como o atum-azul do Atlântico Leste, atum vermelho, tubarões, tartarugas e albatrozes. Mas o encontro, segundo ambientalistas, foi apenas mais uma mostra de que o ICCAT vem perdendo credibilidade como órgão regulador do manejo da pesca em alto-mar no Oceano Atlântico ao tomar medidas que pouco ou nada têm a ver com a conservação efetiva das espécies marinhas ameaçadas.

[...] A estação da pesca industrial do atum-azul foi reduzida de dois meses para um mês, no caso das frotas pesqueiras que utilizam grandes redes. Mesmo assim, alerta a não-governamental WWF, a captura está permitida no auge do período da desova da espécie, que vai de 15 de maio a 15 de junho e a capacidade excessiva das frotas industriais no Mediterrâneo não são controladas.

[...] No evento em Recife, quase todos os países que capturam o atum foram formalmente identificados pela ICCAT como infratores das regras, mas nenhum recebeu sanções mais severas. De concreto mesmo, ficou decidido que a quota de pesca desta espécie será diminuída de 19.500 toneladas para 13.500 toneladas anuais, e apenas em 2010.

A medida da ICCAT foi tomada mesmo depois de apelos de entidades ambientalistas pela proibição total da pesca e da apresentação de dois importantes estudos à Comissão. Um deles mostrou que mesmo que uma quota de oito mil toneladas fosse implementada com severidade, os estoques de atum-azul teriam apenas 50% de chance de se recuperarem até 2023. Outro estudo demonstrou que somente a interrupção total da pesca proporcionaria uma chance significativa de recuperar suficientemente as populações da espécie e de qualificar os estoques para que fossem novamente comercializados até 2019, mas com grandes restrições. Agora, a sobrevivência do atum depende, em grande parte, da proibição do comércio internacional. Em março do próximo ano, os países membro da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites) se reúnem para decidir se o atum-azul do Atlântico vai entrar ou não na lista do nível mais alto de restrições ao comércio.

Leia a reportagem completa no site do O Eco.

15 de nov de 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade

Fonte: BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil
Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.

É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no hemisfério sul.

As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.

A equipe de pesquisadores vinha estudando a área com uma sonda submarina construída para suportar grande pressão.

No ano passado, a mesma equipe registrou a presença de peixes a 7.700 metros - a maior profundidade em que peixes foram filmados até hoje, segundo a equipe.

Os animais haviam sido encontrados na Fossa do Japão, no Oceano Pacífico, ao norte do Equador.

Leia a notícia da BBC Brasil completa AQUI.

10 de nov de 2009

Redução de geleiras promovem blooms de fitoplâncton e aceleram a remoção de carbono atmosférico

Cientistas vêm observando o desenvolvimento de blooms de fitoplâncton em áreas de mar aberto recentemente expostas pelo rápido derretimento das calotas polares e de geleiras ao redor da Península Antártica. De acordo com os pesquisadores, estes blooms de fitoplâncton têm um impacto benéfico sobre o clima global com a retirada de gás carbônico da atmosfera -- com a morte do fitoplâncton, as células afundam para o fundo do mar, podendo armazenar carbono por milhares ou milhões de anos.

Em um recente artigo publicado na revista Global Change Biology, o Dr. Lloyd Peck e outros cientistas do British Antarctic Survey (BAS) estimam que este processo natural contribui para a remoção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de carbono da atmosfera para os oceanos a cada ano.

Os autores do artigo compararam registros de recuo de glaciares costeiros com registros da quantidade de clorofila no oceano. Eles descobriram que, nos últimos 50 anos, o degelo expôs uma área de pelo menos 24.000 km2 que têm sido colonizada por fitoplâncton. Segundo os autores, este bloom de fitoplâncton é o segundo maior processo natural que contribui contra as mudanças climáticas globais até agora descobertos (o maior é o crescimento de novas florestas em terras do Ártico).

Leia a notícia original AQUI.

Leia o artigo publicado na Global Change Biology:

PECK LS, BARNES DKA, COOK AJ, FLEMING AH, CLARKE A (2009) Negative feedback in the cold: ice retreat produces new carbon sinks in Antarctica. Global Change Biology. Doi: 10.1111/j.1365-2486.2009.02071.x

7 de nov de 2009

CBO'2010 Rio Grande - Inscreva-se com Antecedência


ATUALIZAÇÃO (01/Nov/2009)
Foram Prorrogadas as inscrições para o CBO'2010!
Os valores previstos até o dia 10 de Novembro serão mantidos até o dia 20 de Novembro!
Não perca esta chance e faça sua inscrição hoje mesmo!
Mais informações no website: http://www.cbo2010.com

5 de nov de 2009

Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO 2009) -- Faça já sua inscrição!


23 a 25 de Novembro de 2009

Embora o Brasil possua um programa estruturado nacionalmente e em implantação desde 1987, em decorrência da Lei nº7661/88 que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC, a gestão da Zona Costeira ainda enfrenta grandes dificuldades de implementação e operacionalização.

Nestes últimos anos diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Zona Costeira, início da exploração do Pré-sal, aumento do turismo nas áreas litorâneas, indefinição de fundos perenes para a conservação dos ecossistemas costeiros mais ameaçados pela ocupação desordenada, a perda alarmante de recursos naturais que afetam de forma permanente a produtividade primária, entre outros.

Os impactos sócio-ambientais desses novos fatos já são visíveis, com destaque para: aumento dos prejuízos sócio-econômicos, tormentas e inundações nas cidades costeiras e com os novos focos de erosão na linha de costa; doenças de veiculação hídrica devido à deficiência crônica na estrutura de saneamento básico; perda da biodiversidade e dos estoques pesqueiros devido à depredação e da exploração predatória dos recursos naturais; invasões e ocupações de espaços públicos, áreas de preservação permanente e áreas de risco, em decorrência da especulação imobiliária e a exclusão social urbana.

4 de nov de 2009

Comissão Trans-Atlântico I

No período entre 19 de Outubro e 22 de dezembro de 2009, está sendo realizada, pelos Navio-Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul e Navio Oceanográfico Antares a Comissão Oceanográfica Trans-Atlântico I, a qual contempla a realização de perfis transoceânicos de coleta de dados oceanográficos visando a identificação e o monitoramento das principais feições oceânicas e a obtenção de dados de valor estratégico atinentes à circulação e às massas d’água da bacia do Atlântico Sul, com aplicação direta em estudos climáticos e das características da propagação acústica. Cabe destacar que comissões dessa natureza propiciam conhecimento privilegiado do ambiente marinho oceânico, que incluiria o País no seleto grupo de países que realizam pesquisas oceanográficas de caráter global.

Em função do caráter inédito para a oceanografia brasileira, essa comissão configura-se em excelente forma de emprego do navio em prol da comunidade científica nacional, o que vai ao encontro das demandas por pesquisas que estão sendo atendidas a partir do convênio estabelecido entre a Marinha do Brasil (MB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o qual propiciou a aquisição do NHo Cruzeiro do Sul.

Adicionalmente, seguindo as recomendações da XXV Assembléia da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), realizada no período de 16 a 25 de junho, a comissão também configura-se como contribuição do País aos eventos comemorativos que marcarão o cinquentenário da COI.

Leia a notícia original na página da Comissão Trans-Atlântico I AQUI.

Alta mortalidade de sardinhas em praia no Pará



O vídeo acima da UOL Notícias mostra uma grande quantidade de peixes mortos na Praia do Crispim no Pará, ao sul da foz do Amazonas (veja a localização no mapa abaixo). A notícia mostra dois fatos interessantes sobre este fenômeno:
  1. Somente sardinhas mortas foram observadas na praia, e
  2. De acordo com o representante da prefeitura entrevistado, "este fenômeno está acontecendo há quatro anos, só que este ano aconteceu com uma maior densidade", com um aumento de 1000-1500 quilos nos anos anteriores para 5000 quilos este ano.
Se todas as informações da notícia estiverem corretas, este evento parece ocorrer anualmente e com somente uma espécie de peixe. Seria ótimo se algum pesquisador da região postasse comentários sobre este fenômeno aqui!


Localização da Praia do Crispim

1 de nov de 2009

Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral

Lançamento do ivro "Métodos en teledetección Aplicada a la Prevención de Riesgos Naturales en el Litoral", dentro do Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnologia para el Desarrollo – CYTED.

Editado pela Universidade Católica de Valência e financiado pela rede CYTED, o livro tem a intenção de promover o desenvolvimento de metodologias para análise e predição de riscos naturais em áreas costeiras. O prof. Luiz Antonio Pereira de Souza (IPT-SP) e Michel M. Mahiques do IO-USP escreveram o capitulo 13 (GEOFÍSICA MARINA APLICADA AL ESTUDIO DE LOS RIESGOS GEOLÓGICOS LITORALES).

Faça o Download do Livro completo AQUI.