31 de mar de 2010

Third International Jellyfish Blooms Symposium



13 July - 16 July 2010 Mar del Plata, Argentina Hosted by Argentinean
Association of Marine Sciences and the National Institute for Fishery
Research and Development (Asociación Argentina de
Ciencias del Mar and Instituto Nacional de Investigación y Desarrollo Pesquero)

The First International Jellyfish Blooms Symposium was held in Alabama (USA) in January 2000 and was organised by Monty Graham and Jenny Purcell. The Second was held in Gold Coast (Australia) in June 2007 and was organized by Kylie Pitt and Jamie Seymour. Approximately 60 delegates from the USA, South America, Europe, Asia, Africa and Australia attended these highly successful meetings. The proceedings were published in special volumes of Hydrobiologia (Volume 451, 2001 and Volume 616, 2009).

We now invite delegates to attend the Third International Jellyfish Blooms Symposium, in Mar del Plata (Argentina) next July 2010.

More Information:
http://www.jfbs2010.aacima.org.ar

23 de mar de 2010

Quando a ciência é válida?

Com as discussões sobre mudanças climáticas e a constante utilização de referências de origem duvidosa por aqueles que não acreditam na influência das ações humanas sobre o clima, a Federation of Australian Scientific and Technological Societies (Federação das sociedades científicas e tecnológicas australianas) publicou um guia curto e direto sobre o que é e como identificar publicações validadas pelo meio científico. Vale a pena ler.

O guia fornece uma lista de verificação para ver se uma idéia foi validada científicamente:

  • Tem sido publicados na literatura peer-reviewed nesse campo da ciência?
  • Tenha outros cientistas, já que a publicação como sendo válido (em oposição a citá-lo para mostrar que está errado?)
  • Tenha outros cientistas realizaram testes adicionais que mostram a idéia de ser válidas?
  • Tem a idéia foi construída sobre a criação de uma nova compreensão, ou seja, tem a idéia de tornar-se útil?

Baixe o guia aqui.

4 de mar de 2010

Metano produzido no Oceano Ártico pode intensificar o Aquecimento Global

Em um artigo publicado na última edição da revista Science, pesquisadores da Universidade do Alaska descobriram que as águas do Oceano Ártico são super-saturadas com metano. Os autores alertam que a liberação destes reservatórios de metano na atmosfera pode causar mudanças climáticas abruptas no planeta.




Entrevista (Podcast) com a pesquisadora Natalia Shakhova, autora do artigo publicado na revista Science.


Acesso ao artigo:
Natalia Shakhova, Igor Semiletov, Anatoly Salyuk, Vladimir Yusupov, Denis Kosmach, and Örjan Gustafsson. Extensive Methane Venting to the Atmosphere from Sediments of the East Siberian Arctic Shelf. Science 5 March 2010: 1246-1250.
http://dx.doi.org/10.1126/science.1182221

1 de mar de 2010

Microrganismos marinhos são mapeados

Fonte:Agência FAPESP

Microrganismos são os maiores produtores primários (que realizam fotossíntese) nos oceanos do planeta e suas atividades biológicas influenciam enormemente os processos químicos terrestres.

Dois estudos independentes, ambos publicados na edição desta sexta-feira (26/2) da revista Science, ajudam a entender como as plantas microscópicas contidas no plâncton marinho estão distribuídas pelo mundo e como elas contribuem para um processo fundamental, a fixação do nitrogênio nos oceanos.

Em um dos artigos, Andrew Barton e colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, investigaram como a abundância de microrganismos nos oceanos muda conforme a latitude.

Os pesquisadores montaram um modelo da circulação marinha global para estimar a dinâmica das populações de fitoplâncton. O grupo verificou que, assim como ocorre na maioria das maiores criaturas terrestres, os microrganismos marinhos têm mais espécies representadas nas regiões tropicais do que próximo aos polos.

O modelo desenvolvido no MIT ressalta os padrões dessa distribuição, indicando que a maior parte de espécies de fitoplâncton se encontra em zonas de latitudes médias. Por outro lado, menos espécies, mas mais indivíduos, residem em latitudes mais altas.

O novo modelo também indicou hotspots (áreas mais importantes) de diversidade associados com áreas nas quais há correntes mais fortes, o que poderá ser explorado por futuros levantamentos metagenômicos, feitos a partir da análise genômica da comunidade de microrganismos em determinada região.

No outro artigo publicado na Science, Pia Moisander, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e colegas de outras instituições norte-americanas esclarecem como os microrganismos no Oceano Pacífico fixam coletivamente o nitrogênio – onde a fixação de nitrogênio é alta ocorre o sequestro de carbono.

Em adição ao conhecido fixador marinho, a cianobactéria Trichodesmium (que transforma nitrogênio em amônia), o grupo de Moisander identificou dois outros grupos importantes de cianobactérias que atuam no processo nos oceanos, a UCYN-A e a Crocosphaera watsonii.

Os pesquisadores descreveram esses organismos em termos de onde são encontrados em relação ao Trichodesmium em uma área de 8 mil quilômetros no Pacífico Sul.

Segundo eles, os novos dados poderão ser incluídos em novos modelos de estudo de modo a estimar com mais exatidão as taxas globais de fixação de nitrogênio oceânico e, por consequência, do sequestro de carbono.

Os artigos Patterns of diversity in marine phytoplankton (DOI: 10.1126/science.1184961) , de Andrew Barton e outros, e Unicellular cyanobacterial distributions broaden the oceanic N2 fixation domain (DOI: 10.1126/science.1185468), de Pia Moisander e outros, podem ser lidos por assinantes da Science em www.sciencemag.org.