20 de out de 2011

Banco de imagens sobre biologia marinha

FONTE: Agência FAPESP

O Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP) lançou o Cifonauta – um banco com mais de 11 mil imagens, 260 vídeos e panorâmicas e seleção de fotos sobre temas de interesse de biólogos e pesquisadores que estudam o meio ambiente marinho e do público, em geral.

De acordo com a USP, o objetivo do projeto, criado pelos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini, é compartilhar informações científicas e divulgar a biodiversidade marinha por meio de imagens.

O processo de montagem do banco de imagens durou cerca de dois anos, entre o início das programações e as fases de teste em sistema fechado. O conteúdo apresenta referências bibliográficas, com uma ficha técnica do organismo contendo seu tamanho, local de origem e nome científico, por exemplo.

A estrutura de buscas se dá por meio de diversos marcadores ou pela classificação taxonômica – divisão por reino, filo, classe, até chegar à espécie desejada.

O conteúdo do banco está sob a licença de uso Creative Commons, que permite a divulgação do conteúdo desde que dados os devidos créditos do trabalho e que seja utilizado para fins não comerciais, sem necessidade de pedir autorização para isso.

As fotos veiculadas no banco de imagens são feitas com diversas técnicas. Normalmente câmeras digitais são acopladas em microscópios ópticos ou eletrônicos, dependendo do organismo fotografado, podendo ser aumentada a resolução em até mil vezes.

Outra técnica, pouco utilizada por ter um custo bastante elevado, consiste no uso de um microscópio eletrônico de varredura (MEV), utilizando-se de um feixe de elétrons para realizar a fotografia, por meio de um processo altamente sofisticado.

“Temos uma costa oceânica imensa e conhecemos muito pouco sobre ela. É neste sentido que as imagens são bons instrumentos de divulgação para a biologia marinha, pois despertam a curiosidade e a reflexão sobre a enorme diversidade dos oceanos”, disse Vellutini.

Mais informações: http://cifonauta.cebimar.usp.br

5 de out de 2011

Aquarius revela o primeiro mapa de salinidade dos oceanos


O Aquarius, um novo instrumento da NASA que faz parte do Aquarius/SAC-D ("Satélite de Aplicaciones Científicas") produziu o primeiro mapa global da salinidade da superfície dos oceano, proporcionando uma visão antecipada doque o equipamento Aquarius pode proporcionar. Sua riquíssima variedade de padrões de salinidade mundial demonstra a capacidade do equipamento Aquarius para resolver em grande escala a distribuição de salinidade de forma clara e com forte contraste.

O novo mapa é uma composição das duas primeiras semanas e meia de dados desde 25 de agosto, quando o Aquarius tornou-se operacional. Os valores numéricos representam concentração de sal em partes por mil (gramas de sal por quilograma de água do mar). Cores amarela e vermelha representam áreas de maior salinidade, com azuis e roxos, indicando áreas de menor salinidade. Áreas de cor preta são lacunas nos dados. A salinidade média no mapa é cerca de 35.

O mapa revela características conhecidas da salinidade dos oceano, como a maior salinidade nas regiões subtropicais, salinidade média mais elevada no Oceano Atlântico em comparação com os Oceanos Pacífico e Índico, e menor salinidade em cintos de chuva perto do equador, no norte do Oceano Pacífico e em alguns outros lugares. Estas características estão relacionadas a grandes padrões de precipitação e evaporação sobre o oceano, vazão de rios e circulação oceânica. O Aquarius vai monitorizar a forma como esses recursos mudam com o tempo e estudar a sua ligação às variações climáticas e meteorológicas.

Leia a notícia completa no site da NASA.

Baixe a imagem em seu Tamanho Original aqui