23 de abr de 2013

Brasil busca aumentar para 70% o percentual de estudantes de oceanografica embarcados

FONTE: TER, 16 DE ABRIL DE 2013 11:48 ESCRITO POR AGÊNCIA GESTÃO CT&I

Recife (PE) - O Brasil pretende aumentar o número estudantes em embarcações de pesquisa até 2015. A ideia é que 70% dos alunos de graduação em oceanografia tenham alguma experiência em navios e barcos de estudos. Atualmente, segundo o MCTI, 15% dos alunos desse curso contam com alguma experiência de embarque.

A meta foi divulgada durante o 5º Encontro Preparatório, realizado no Recife (PE), pela coordenadora-geral para o Mar e Antártica da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCTI, Janice Trotte Duah. Para atingir a meta, está sendo negociada a compra de um novo navio oceanográfico de 78 metros com capacidade para até 80 pesquisadores e autonomia de 60 dias embarcado. O navio está sendo comercializado por um estaleiro norueguês. O casco é construído na China e o sistema científico será instalado em Singapura.

A iniciativa é resultado de uma parceria firmada entre o MCTI, a Petrobras e a Vale. Segundo a coordenadora, a necessidade de ter profissionais mais qualificados foi o fator determinante para ampliar o percentual de alunos de graduação com experiências em navios de pesquisa. “Formar bons oceanógrafos significa formar bons cientistas. O quanto antes eles tiverem essa experiência é melhor. Mas não temos como colocá-los em vagas que são destinadas aos projetos com cientistas e técnicos”, lamenta Janice. “A intenção é bastante ambiciosa, mas vamos dar continuidade à compra desse navio e lutaremos para que haja a concepção de navios brasileiros.”

De acordo com a Seped, os projetos conjuntos no mar têm alcançado resultados com atendimento de 100% dos projetos em laboratórios remotos. “O Brasil é carente de meios flutuantes. Tudo que conseguimos em oceanografia de mar aberto foi com o apoio da Marinha do Brasil e suas embarcações. Mas acredito que, em pouco tempo, vamos reverter esse quadro”, avalia.

O 5° Encontro Preparatório é um dos setes eventos que antecedem o Fórum Mundial de Ciência 2013. O evento na capital pernambucana termina nesta terça-feira (16). A próxima cidade a receber o evento é Porto Alegre (RS), em maio. O evento internacional será realizado em novembro, no Rio de Janeiro (RJ).

19 de abr de 2013

Instituto para pesquisas oceanográficas deve ser criado em 30 dias

FONTE: JC e-mail 4709, de 19 de Abril de 2013

Governo quer fortalecer a base de pesquisa oceanográfica e manter atividades econômicas na Amazônia Azul, uma área que o Brasil pleiteia para ser incorporada à plataforma continental

O MCTI está com o processo avançado para a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh). O instituto terá a missão de fortalecer a base de pesquisa oceanográfica e manter atividades econômicas na Amazônia Azul, uma área que o Brasil pleiteia para ser incorporada à plataforma continental. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o Inpoh deve sair do papel até meados de maio.

Instituto terá como principal laboratório navio oceanográfico. A estimativa é a de que o projeto receba um aporte financeiro de R$ 30 milhões. O Inpoh é fruto de uma parceria entre o MCTI, Ministério da Pesca e Aquicultura, Secretaria Especial de Portos e Marinha do Brasil. O modelo de gestão escolhido é o de Organização Social, para que o instituto atue com mais liberdade na contratação de serviços e compras de materiais, além de permitir que ele firme contratos com empresas privadas para aumentar o orçamento.

De acordo com coordenadora geral para o Mar e Antártica da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCTI, Janice Trotte Duah, a sede do instituto está prevista para ser instalada em Brasília (DF). O Inpoh terá pelo menos quatro centros de pesquisa, sendo dois deles focados em pesquisa oceanográfica, um no Atlântico Sul, provavelmente no Rio Grande do Sul, e outro no Atlântico Norte.

Os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina disputam para receber o terceiro centro de pesquisa que será especializado em pesca. O último será voltado para pesquisas e estudos hidroviários. A principal ferramenta de estudos na costa brasileira gerida pelo Inpoh será o navio oceanográfico.

"Ele [o navio] será o grande laboratório desse instituto. É importante termos atividades econômicas sustentáveis na Amazônia Azul para podermos incorporá-la à nossa plataforma continental", afirmou o ministro Raupp durante audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (17).

Pesquisadores
A implantação do instituto faz parte do Programa Mais Brasil, do Plano Plurianual (PPA), que presume a prática de várias atividades. A iniciativa contará com vários pesquisadores para auxiliar na elaboração da agenda científica e do projeto básico para o Inpoh, visto que o Brasil possui 8,5 mil quilômetros de costa onde vive 25% da população.

O MCTI estipulou a meta de aumentar para 70% o índice de alunos dos cursos de graduação em oceanografia com experiência em navios e barcos de estudos. Atualmente, apenas 15% deles contam com alguma experiência de embarque. Para auxiliar na formação de profissionais capacitados, o governo federal negocia a compra de um navio de pesquisas oceanográficas junto a um estaleiro chinês. Para mais informações acesse este link.

Segundo a coordenadora Janice Trotte Duah, a demanda para criar o Inpoh surgiu, em 2010, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), quando a sociedade civil reivindicou um espaço para a pesquisa científica dos oceanos. "Não é o governo impondo uma vontade, é o governo federal acatando um anseio expresso pela sociedade civil do nosso País", frisou.

Política de CT&I para os oceanos
A coordenadora geral para o Mar e Antártica da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCTI, Janice Trotte Duah, adiantou, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I de Notícias, que nos próximos meses o Comitê de Ciências do Mar (CCM) se reunirá para discutir a primeira minuta da política de CT&I para oceanos. A política terá o objetivo de contribuir para incorporar o oceano como eixo de desenvolvimento nacional e auxiliar no acesso a todos os dados gerados sobre essa área de atuação.

(Gilmara Guedes e Felipe Linhares, Agência Gestão CT&I de Notícias)